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    Autodenominada Comissão de Reconciliação procura evitar extinção da FNLA

    Uma autodenominada Comissão Reconciliadora da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), criada em 2003 para unir “irmãos desavindos”, está tentar evitar que um eventual mau resultado nas eleições gerais de 31 de agosto resulte na extinção do partido.

    Em conferência de imprensa hoje realizada em Luanda, o coordenador da Comissão Interna Catalizadora para a Unidade, Conciliação e Reconciliação do Partido, Nsanda wa Makumbu, manifestou a sua preocupação relativamente ao futuro desta força política.

    Nas anteriores eleições legislativas, em 2008, sob liderança de Ngola Kabangu, a FNLA elegeu três deputados, com os 1,11 por cento de votos obtidos.

    Segundo a legislação em vigor em Angola, caso um partido não chegue aos 0,5 por cento, o resultado é a extinção dessa formação partidária.

    Daí, que Nsanda wa Makumbu tenha insistido hoje na conferência de imprensa no apelo para que os militantes votem FNLA a 31 de Agosto, sob pena deste partido vir a ser extinto.

    Em causa esta a profunda crise por que passa esta histórica formação política angolana, fundada por Holden Roberto, e que se encontra dividida em duas fações, opondo Lucas Nonga e Ngola Kabangu na luta pela liderança do partido.

    Num congresso realizado em 2004, ambos foram eleitos primeiro e segundo vice-presidentes do partido, enquanto a presidência coube ao líder fundador da FNLA, Holden Roberto, entretanto já falecido.

    Com a morte de Holden Roberto, em Agosto de 2007, intensificou-se a crise, que ficou oficialmente resolvida, em 2011, com um acórdão do Tribunal Constitucional (TC) que reconheceu Lucas Ngonda como presidente da FNLA, baseado nos resultados do congresso de 2004.

    Com base neste reconhecimento, o TC aceitou o processo de candidaturas apresentado por Ngonda, recusando o de Kabangu, que continha mais de 20 mil assinaturas.

    Segundo Nsanda wa Makumbu, a preocupação da comissão de reconciliação neste momento não é com quem vai dirigir o partido, mas sim o que pode acontecer ao partido, se os militantes não votarem.

    “Não obstante a situação atual imposta à FNLA, os verdadeiros defensores da FNLA apelam a todos os militantes (…) a aderirem em massa às eleições de 31 de Agosto, votando nas quatro letras: FNLA”, apelou.

    “Não temos nada a ver se Lucas Ngonda pode ou não ser presidente, o nosso propósito é unir a FNLA. Isso é o mais importante”, frisou Nsanda wa Makumbu, acrescentando que “se não votarem, a FNLA corre o risco de desaparecer e nós queremos a sobrevivência do partido, não é a figura que nos importa, mas sim o partido”.

    Segundo o sorteio de ordenamento nos boletins de voto dos nove partidos cooncorrentes, a FNLA figura em terceiro lugar.

    A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), atualmente maior partido da oposição, figura em primeiro lugar, e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, está em segundo.

    FONTE: Lusa

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