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    “Austeridade vai deixar muitas pessoas para trás”, diz Bagão Félix

    Bagão Feliz (Foto: DR)
    Bagão Feliz (Foto: DR)

    O antigo ministro das Finanças, António Bagão Félix, disse hoje no seu comentário habitual na SIC Notícias que o discurso do presidente do Tribunal de Contas, que disse que é preciso salvaguardar os mais fracos, foi uma “chamada de atenção perfeitamente adequada”. O comentador referiu ainda que a saída troika é um “sucesso instrumental, mas não estrutural”, pois a austeridade vai deixar “muitas pessoas para trás”.

    O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d’Oliveira Martins, disse esta semana que é preciso salvaguardar os mais fracos, tendo em conta a atual conjuntura que o País atravessa. Hoje, no seu habitual comentário semanal na SIC Notícias, António Bagão Félix reiterou estas as palavras, considerando-as “uma chamada de atenção perfeitamente adequada”.

    “Esta chamada de atenção é perfeitamente adequada [pois] estamos num momento de grandes restrições orçamentais”, referiu.

    Por essa razão, explicou, “é desejável que exista uma tensão positiva entre a criação e a distribuição de riqueza através dos mecanismos de que o Estado dispõe”, nomeadamente, os instrumentos fiscais. “Faz parte dos pilares essenciais de fazer política: reduzir a pobreza e as desigualdades”, lembrou.

    Na mesma ordem de ideias, Bagão Félix frisou que existem muitas pessoas que “ficam para trás” com a saída da troika, razão pela qual esta saída é um “sucesso instrumental e não estrutural”.

    “Há pessoas que ficam para trás. As pessoas entre os 45 e os 55 anos que perderam os seus empregos ficam irremediavelmente para trás”, referiu, considerando por isso que “sair do programa de resgate é um sucesso instrumental importante mas não é um sucesso estrutural”, pois este último está relacionado com o “bem-comum”.

    O antigo governante deixou ainda um alerta ao Governo e à oposição: “É importante que o Governo e a oposição saibam que não podemos cair nos mesmos erros do passado sob pena de a situação ser mais difícil de recuperar”.

    O aumento da idade de reforma

    António Bagão Félix teve ainda tempo para se referir ao aumento da idade da reforma. Através de um gráfico, o antigo ministro das Finanças explicou que esta vai aumentar e, em 2020, será de 67 anos e cinco meses.

    O comentador teceu ainda algumas críticas ao facto de esta questão surgir representada em Diário da República com uma equação. “É demasiado técnico. A lei tem de ser clara”.

    A Bola de Ouro de Cristiano Ronaldo

    Em jeito de conclusão do seu comentário, Bagão Félix considerou a conquista do troféu pelo internacional português como a “boa notícia da semana”.

    “O Cristiano chorou como uma criança e é bonito ver que os homens também choram quando estão perante um ato de justiça. [A vitória] foi, na minha opinião, um ato de justiça”, concluiu. (sicnoticias.pt)

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