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    Aumenta em Angola acesso à energia

    O secretário de Estado das Relações Exteriores, Rui Mangueira, anunciou ontem, em Luanda, que está em curso no país a elaboração de estudos de impacto ambiental para vários projectos de construção de minihídricas, que vão permitir o acesso à electricidade a cerca de meio milhão de famílias e criação de mais de dez mil novos postos de trabalho.
    Rui Mangueira, que falava na “Segunda sessão do diálogo de parceria estratégica no sector de energia”, entre Angola e os Estados Unidos da América, garantiu que com o programa de industrialização de Angola em curso, o aumento da produção de energia torna-se necessário para responder às exigências do desenvolvimento e às expectativas de melhores condições de vida das populações.
    “Estas iniciativas e projectos de exploração de bio-combustíveis representam oportunidade de cooperação entre os dois países, quer no âmbito público quer no privado.”
    O secretário de Estado das Relações Exteriores indicou que neste momento estão em curso trabalhos de reabilitação e expansão da rede de energia eléctrica em Cabinda, Saurimo, Caxito, Dundo, Porto Amboim, Sumbe, Huambo, Caála, Lubango, Namibe e Tômbwa. Em Luanda, continuam a decorrer trabalhos de reabilitação e expansão da rede eléctrica. Rui Mangueira afirmou que o país contribui para a segurança energética dos Estados Unidos da América, cujas empresas de exploração de petróleo e gás operam em Angola.
    Defendeu que os dois países devem dar um novo impulso à cooperação com a realização de acções práticas, não só no que concerne à energia, como em outras áreas.
    “Esta é uma área de interesse comum que deve merecer a nossa atenção no que concerne ao seu desenvolvimento, protegendo e conservando o meio ambiente, garantindo melhores condições de segurança contra os perigos transnacionais, encorajando parcerias para o reforço e desempenho do sector privado.”  Rui Mangueira realçou que para o Executivo este diálogo de parceria estratégica com os Estados Unidos está adequado ao momento que o mundo vive e inscreve-se na necessidade urgente de reconstrução nacional em que Angola está engajada e ao projecto de desenvolvimento nacional e da projecção do país no plano internacional.
    O secretário de Estado das Relações Exteriores disse que este mecanismo de consultas e cooperação foi criado com o objectivo de incrementar as relações bilaterais em questões como democracia e desenvolvimento, segurança energética global e paz e estabilidade global.

    Disse que o encontro entre os dois países permite entender a dinâmica que a paz e a democracia estão a imprimir na sociedade angolana, criando oportunidades, realizando expectativas dentro de um processo de desenvolvimento abrangente inclusivo. “Num continente confrontado com grandes desafios de instabilidade e de conflitos em que alguns países estão a viver sérias convulsões sociais, Angola tem sabido firmar-se como um exemplo de estabilidade, tolerância e inclusão política, continuando a dar passos seguros dentro de uma estratégia nacional para consolidar a democracia, a liberdade de expressão e incentivar o desenvolvimento económico e social em África.”

    Energias limpas

    O secretário de Estado da Energia, João Borges, disse que o Executivo tem um plano de electrificação em curso, denominado “Aldeia Solar”, que consiste na instalação de painéis solares em centros populacionais, para levar electricidade às instalações essenciais, como postos de saúde, escolas e edifícios administrativos.
    Esta acção vai criar emprego, combatendo a pobreza. Isso, segundo o secretário de Estado, implica um esforço financeiro e adopção de políticas de fomento de utilização destas tecnologias.
    Disse que o Executivo está interessado em desenvolver capacidades no domínio das energias limpas e renováveis para servir cerca de 70 por cento da população que vive sem acesso à electricidade.
    Lembrou que o Executivo elaborou um programa de reabilitação de centrais eléctricas destruídas durante a guerra.

    Fonte: Jornal de Angola

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