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    Assessor de Bolsonaro recebe voto de censura do Senado por gesto supremacista

    Na quarta-feira (31), o Senado Federal brasileiro aprovou um voto de censura contra o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins.

    O voto de censura do Senado contra o assessor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não gera punição, mas serve como uma forma de repreensão pública do Senado contra o assessor.

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também pediu uma abertura de investigação sobre o caso para a Polícia Legislativa. Caso seja constatada alguma infração, a investigação pode ser enviada para o Ministério Público.

    Além disso, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio Grande do Sul afirmou que encontrou indícios de crime cometido por Martins e pediu a abertura de uma investigação.

    No dia 24 de março, Martins foi gravado durante uma sessão do Senado realizando um gesto ligado aos supremacistas brancos dos Estados Unidos. O gesto com as mãos simbolizaria o lema “poder branco”, do inglês “white power”.

    Em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), concede declaração após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e os presidentes da Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal (STF), além de ministros e governadores, em 24 de março de 2021.
    (© FOTO / MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL)

    Na data, Martins negou que tivesse realizado o gesto e afirmou que estaria ajustando a lapela do terno.

    A imagem do assessor realizando o gesto viralizou nas redes sociais à época, com diversas acusações circulando contra o assessor. Entre os grupos que repreenderam o gesto de Martins publicamente está o Museu do Holocausto de Curitiba, que publicou o vídeo do assessor em suas redes sociais acompanhado de duras críticas.

    Estupefatos, tomamos notícia do gesto do assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República durante sessão no Senado Federal. Semelhante ao sinal conhecido como OK, mas com 3 dedos retos em forma de “W”, o gesto transformou-se em um símbolo de ódio.

    O Museu do Holocausto afirmou ainda que a “apologia a este tipo de símbolo é gravíssima” e que atos como esse “ultrapassam qualquer limite de liberdade de expressão”.
    Apesar da repercussão negativa e da repreensão do Senado, Filipe Martins continua no cargo.

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    FonteSputnik

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