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    Artur Arriscado, faleceu nesta Sexta feira, 13, em Brasilia

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    Artur Maria de Mendanha Arriscado, iniciou a sua carreira como radialista em 1963 no Rádio Clube do Moxico, província onde nasceu.

    De 1968 a 1974 foi Director Técnico da extinta rádio “Voz de Angola”, tendo nessa altura, viajado por todo o País gravando música tradicional que ainda hoje é transmitida pela RNA.

    Pertence a Artur Arriscado, ou Coronel Hoffman como é carinhosamente tratado pelos amigos mais íntimos, o registo do Hino Nacional de Angola.

    Mais de metade da música infantil conhecida nos nossos dias foi também gravada por máquinas manuseadas por Artur Arriscado, um dos grandes impulsionadores do programa infantil Piô- Piô, que animou durante vários anos as crianças do nosso País.

    O seu vasto curriculum, inclui, também, a participação activa na organização e controlo técnico da primeira maratona de música Angolana, realizada durante 24 horas, na floresta da Ilha de Luanda.

    Em 1988 em parceria com José Rodrigues lança o livro “Brasil 100 anos depois”.

    Em 1989, Artur Arriscado era chefe de sector de gravação da RNA, inaugurando a famosa CT 1, onde, orgulhosamente, se gravou muita da melhor música Angolana.

    Forçado à diáspora por questões graves de saúde, Artur Arriscado passou, então, de conceituado quadro técnico da rádio angolana, galante, espadaúdo e exímio dançarino a indigente nas ruas de Lisboa com uma perna de prótese.

    Bateu no fundo.

    Longe de tudo e de todos que amava.

    Mas a sua fabulosa capacidade de recuperação e de manter a força anímica desarma qualquer um.

    Essa força anímica leva-o, em 1997, a participar na primeira “Antologia da música urbana de Angola”.

    Já longe de qualquer possibilidade de voltar a fazer rádio, dedica-se à literatura.

    Em 2002 editou o seu primeiro livro “Sakalumbo- O Contador de Estorias”. Em 2003 lança “Tatchi- Força”, e em 2006 lançou “ Miassos da minha Terra-  músicas da minha terra”.Um ano depois põe nas bancas “As Minhas Anharas-Memórias do Moxico”.

    Casado com Ana Oliveira, uma cidadã brasileira, Artur Arriscado viveu, até à sua morte, em Brasília, onde a convite de instituições académicas e diplomáticas realizava palestras sobre a nossa música. (opais.net)

    Paz à sua alma.

    Por Ladislau Silva

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