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    Aposta na expansão da agricultura pode ajudar na redução da pobreza

    A pobreza no continente africano, e particularmente em Angola

    A pobreza no continente africano, e particularmente em Angola, pode reduzir significativamente se as autoridades governamentais apostarem no incentivo e desenvolvimento da aquicultura à base da criação do bagre, afirmou ontem em Luanda Felix Gbolade, especialista em economia agrária.
    Felix Gbolade, que foi orador principal do tema “A aquicultura na Nigéria e as linhas sugestivas para o seu desenvolvimento em Angola”, considerou que um dos benefícios imediatos da aquicultura é o aumento de postos de emprego.
    “Angola tem um enorme potencial hídrico e, portanto, é chegado o momento de se começar a dar passos, e a criação do bagre constitui uma solução para tirar as pessoas da pobreza e fortalecer a economia”, disse.
    O especialista de nacionalidade nigeriana lamentou o cepticismo das pessoas em relação à eficácia da criação de bagre e garantiu que os resultados são visíveis no prazo de cinco a seis meses. Felix Gbolade disse que a actividade na Nigéria iniciou de forma tímida e hoje está generalizada graças a um programa de crédito criado pelo Governo.
    “Uma das medidas que adoptámos na Nigéria foi o ensino do cultivo do bagre a custo zero e os frutos estão visíveis com a redução do desemprego”, citou o especialista.
    A chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e da Aquicultura, Esperanza Silva, destacou que o país conta neste momento com duas estações experimentais nas províncias de Benguela e de Malange. Além de revelar que as duas estações estão prontas para incrementar a criação do cacusso e do bagre, salientou que a escolha das espécies se deve a factores climáticos, alimentação e de rápida reprodução.
    “Além desses factores existem outros, e temos vindo a trabalhar também na formação de quadros. Aqui destacamos o trabalho que é feito por aquicultores comunais nas províncias de Cabinda e do Moxico”, disse. Esperanza Silva ressaltou que na fase actual a aquicultura feita no país é fundamentalmente de subsistência e manifestou o seu desconhecimento em relação à existência de aquicultura empresarial na República de Angola.

    “Temos um grande potencial hídrico, mas a aquicultura empresarial requer entre outros itens um profundo estudo de impacto económico e ambiental”, disse.

    Fonte: JA
    Fotografia: Kindala Manuel

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