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    Após aperto monetário, a economia mundial tem chances crescentes de um pouso suave, diz o G-20

    A economia global tem uma probabilidade crescente de alcançar uma aterragem suave, afirmaram os ministros das Finanças num projeto de declaração de encerramento do G-20 na reunião desta semana no Brasil, citando uma desinflação mais rápida do que o esperado como um dos riscos ascendentes.

    O texto não é definitivo e a redação está sujeita a intensas negociações em São Paulo, antes do final da reunião na quinta-feira.

    A reunião do G-20 já foi marcada por divisões acentuadas, especialmente em relação às guerras na Ucrânia e em Gaza, que estão a agitar a política global. O projeto de texto refere-se a “conflitos em muitas regiões do mundo” entre os desafios, sem nomeá-los, bem como a “tensões geoeconómicas”.

    A declaração reflete uma visão relativamente otimista de uma economia global que tem lutado nos últimos anos para superar o impacto da pandemia, do aumento da inflação e de um aumento acentuado nas taxas de juro.

    “A inflação recuou na maioria das economias, graças, em grande parte, às políticas monetárias apropriadas, à redução dos estrangulamentos na cadeia de abastecimento e à moderação dos preços das matérias-primas”, afirma o projeto do G-20. Advertiu que continua a existir o perigo de “uma dinâmica inflacionista adversa que resulte em condições de financiamento persistentemente restritivas”.

    O Fundo Monetário Internacional aumentou no mês passado a sua previsão para o crescimento económico global em 2024 para 3,1%, citando uma expansão melhor do que o esperado nos EUA e o apoio fiscal da China.

    Numa conferência de imprensa em São Paulo, na terça-feira, a secretária do Tesouro, Janet Yellen , enfatizou o papel dos EUA, dizendo que “o caminho da América para uma aterragem suave sustentou o crescimento global”.

    Yellen reconheceu os riscos para as perspetivas, incluindo os conflitos prolongados na Ucrânia e no Médio Oriente, que fizeram subir os preços das matérias-primas e perturbaram as cadeias de abastecimento, e os problemas de dívida que assolam os países de baixos rendimentos. Ela observou que “a inflação tem vindo a diminuir em muitos países”, embora não chegasse a sugerir que os cortes nas taxas de juro poderiam agora ser apropriados.

    É na linguagem para descrever conflitos militares como a invasão da Ucrânia pela Rússia, que também atingiu economias em todo o mundo, que os responsáveis do G-20 têm lutado. O grupo inclui a Rússia e a China, bem como os Estados Unidos e aliados ocidentais. Uma sessão preliminar na segunda-feira foi um dia de discussões sobre como se referir aos efeitos económicos e aos riscos da guerra.

    Espera-se que os ministros tentem colocar entre parênteses alguns dos temas controversos, a fim de impedir que inundem outros assuntos. O Brasil, que acolhe a sessão no icónico centro da Bienal de São Paulo, no meio de parques exuberantes, está a promover uma agenda que inclui a pobreza, o desenvolvimento sustentável e a reforma das instituições globais.

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