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    Antigos Combatentes: sem apoios preconizados pelo Estado; carecem de melhoria das condições sociais

    ANTIGOS COMBATENTES E VETERANOS DE GUERRA COM O SECRETÁRIO DE ESTADO, CLEMENTE CUNJUCA.
    ANTIGOS COMBATENTES E VETERANOS DE GUERRA COM O SECRETÁRIO DE ESTADO, CLEMENTE CUNJUCA (FOTO: ANGOP)

    Estas constatações são  extraídas de um evento  realizado em Luanda: o Fórum Nacional da Juventude, reunido a  13 de Setembro, e das declarações à ANGOP do  chefe de divisão de estudos e análise do departamento dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria do MPLA, Francisco João.

    Fórum da juventude constata falta de enquadramento dos antigos combatentes

    Luanda – O Fórum Nacional da Juventude realizado no dia 13 de Setembro deste ano, em Luanda, constatou a existência de muitos antigos combatentes e veteranos da pátria ainda desenquadrados das medidas de apoio institucional preconizadas pelo Estado.

    Esta constatação vem expressa no comunicado lido no final do encontro, orientado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no qual se recomenda o levantamento da situação dos antigos combatentes e veteranos da pátria não registados para poderem usufruir dos apoios consignados na lei.

    Recomenda igualmente a criação de comissões multidisciplinares locais de acompanhamento às famílias, “para que intervenham objectivamente no apoio à retoma do núcleo familiar e ao resgate dos valores morais e cívicos”.

    A Constituição da República de Angola prescreve que os antigos combatentes e veteranos da pátria, deficientes de guerra, assim como os familiares de combatentes tombados ou perecidos, gozam de estatuto e protecção especiais do Estado e da sociedade angolana.

    Estipula ainda que os mesmos devem significar motivo de orgulho e um imperativo nas responsabilidades acometidas aos angolanos, porquanto do empenho, dedicação e atitude de cada cidadão depende a eficácia da política do Executivo nesse domínio.

    Em Angola, milhares de patriotas participaram da longa e dura etapa de luta contra o colonialismo português entre 1961 e 1975, quer através de acções clandestinas, quer dos presos políticos e dos guerrilheiros, os quais constituem uma franja da sociedade muito importante.

    Dados disponíveis revelam que o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria controla mais de 157 mil assistidos, calculando-se que seja ainda expressivo o número dos que não beneficiam do apoio institucional

    Condições sociais dos antigos combatentes ainda carecem de melhorias

    As condições sociais dos antigos combatentes e veteranos da pátria ainda não são as desejadas, apesar dos esforços que o Executivo tem feito para inverter a actual situação, reconheceu o chefe de divisão de estudos e análise do departamento dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria do MPLA, Francisco João.

    Falando à Angop, a propósito da assistência devida a essa franja da sociedade angolana, o responsável disse que além do apoio institucional e da sociedade civil, através das organizações socioprofissionais, é preciso encontrar-se formas adequadas para estimular os antigos combatentes e veteranos da pátria pelos sacrifícios consentidos em prol da independência do país.

    Na opinião de Francisco João, os antigos combatentes que residem em áreas rurais devem agrupar-se em associações agro-pecuárias e de camponeses, para que com o apoio do Executivo e de outras organização possam produzir bens para a sua auto-sustentação, ao invés de dependerem unicamente dos subsídios e doações.

    Relativamente ao antigos combatentes e veteranos da pátria que lutaram junto do MPLA, o responsável salientou que aqueles estão agrupados em 12 associações, como a célebre “Processo dos 50”, “Grupo 38” e “Liga dos ex-presos políticos”, com as quais o partido tem trabalhado.

    Indicou que a II reunião metodológica do departamento de que é chefe de divisão, realizada a 6 de Setembro deste ano, recomendou o envolvimento e maior aperfeiçoamento dos métodos de trabalho para assegurar o funcionamento permanente e a operacionalidade das áreas afectas aos antigos combatentes.

    “Os participantes reconheceram o tributo e os feitos históricos protagonizados pelos antigos combatentes e veteranos da pátria em prol da causa comum, assumindo o dever de honrar e velar pela sua protecção especial”, asseverou.

    A propósito, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, sublinhou o facto de a reunião ter ocorrida no mês em que se comemora mais um “Dia do Herói Nacional”, a assinalar em 17 de Setembro, em homenagem ao primeiro Presidente da República de Angola, Agostinho Neto.

    Lembrou que o 11 de Novembro de 1975, data da proclamação da independência do país, marcou o culminar de uma longa e dura etapa de luta contra o colonialismo português, através dos esforços empreendidos por valorosos patriotas angolanos, quer dos participantes em acções clandestinas, quer dos presos políticos e dos guerrilheiros. (portalangop.co.ao/edição de Portal de Angola)

     

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