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    Antigo presidente da Refer: “Maria Luís Albuquerque não fazia só ‘swaps’”

    (FOTO: TIAGO MIRANDA)
    (FOTO: TIAGO MIRANDA)

    Luís Pardal, presidente da Refer entre 2005 e 2012, qualificou a actual ministra das Finanças como uma “colaboradora muito eficaz” e “muito competente”.

    O antigo presidente da Refer, que trabalhou mais de um ano com a actual ministra das Finanças, deixou elogios ao seu desempenho enquanto elemento da direcção financeira da empresa.

    “Maria Luís Albuquerque era, indiscutivelmente, uma colaboradora muito eficaz, muito competente, muito sólida nas áreas daquela especialidade. Não fazia só ‘swaps’”, disse Luís Pardal na comissão parlamentar de inquérito aos contratos de cobertura de risco assinados por empresas públicos.

    O presidente do conselho de administração da gestora da rede de infra-estruturas rodoviárias entre 2005 e 2012 exemplificou, dizendo que a governante, na altura, “fazia ‘road-shows’, a vender e a captar soluções de empréstimos”. No Executivo, Maria Luís Albuquerque também já fez “road-shows” por vários países para tentar convencer investidores das virtudes da dívida portuguesa.

    Luís Pardal disse que a ministra, que esteve na empresa entre 2001 e 2007, tinha uma relação “muito leal” com o director financeiro à época, Alberto Diogo, ambos muito apoiados pelo administrador com o pelouro financeiro, Vicente Pereira. Os três formavam “a alma, o núcleo, que dava corpo e que desenvolvia estes processos” de contratação de “swaps”, com “resultados positivos na perspectiva da empresa”.

    A ministra das Finanças, quando esteve na comissão de inquérito, também afirmou que os derivados financeiros que autorizou na empresa permitiram ganhos (a Refer optou por ir cancelando alguns “swaps” para pagar salários ou a fornecedores, segundo exemplificou Pardal).

    Contudo, em Setembro de 2012, data a que se refere o relatório do IGCP, os derivados da empresa acumulavam perdas potenciais de 37,9 milhões de euros. Um dos “swaps” da Refer foi considerado como tendo uma estrutura com um nível 4 de complexidade, numa escala em que o valor máximo é 5.

    Pardal foi esta terça-feira ao Parlamento num dia em que a ministra ficou, novamente, sob fogo devido ao seu envolvimento nos “swaps”, nomeadamente pelo facto de, no IGCP, ter dado autorização à contratação de um empréstimo, pela Estradas de Portugal, a que estava associado um “swap”. (jornaldenegocios.pt)

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