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    Angola tem espaço para todos que desejem prospectar diamantes

    Angola tem espaço disponível para os investidores que queiram prospectar diamantes, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração da Endiama, empresa estatal angolana de exploração diamantífera.

    Carlos Sumbula, que falava à Lusa no final da cerimónia de posse do novo vice-presidente do Processo de Kimberley (PK), manifestou-se optimista no desenvolvimento do sector, que em 2012 gerou receitas superiores a 865 milhões de euros.

    Questionado sobre se Angola vai continuar a promover o sector, o responsável máximo da Endiama respondeu que agora são os investidores que “lutam para conseguir espaço”.

    “Felizmente temos espaço para todos”, acentuou.

    Carlos Sumbula acredita, por isso, que o sector diamantífero em Angola vai desenvolver-se cada vez mais.

    “Nos últimos três anos fizemos um estudo com a empresa (russa) Alrosa e verificámos que durante 100 anos nós exploramos diamantes aluvionares, que vieram de kimberlitos ainda por descobrir”, salientou.

    O optimismo de Carlos Sumbula fundamenta-se no poder de atracção do sector, na sequência de estudos geológicos que apontam para um potencial diamantífero em Angola de mil milhões de quilates.

    A produção de diamantes em 2012 em Angola foi de 8 milhões de quilates, posicionando o país como quarto maior produtor do mundo.

    “Empresas que trabalham connosco na prospecção de diamantes, como a Alrosa e a De Beers, estão todas engajadas agora na procura desses kimberlitos por descobrir. Isto para dizer que o potencial diamantífero de Angola ainda está por descobrir”, acrescentou.

    Na cerimónia realizada hoje no Ministério das Relações Exteriores, Bernardo Campos, antigo administrador da Endiama e formado em Portugal, foi empossado pelo chefe da diplomacia angolana no cargo de vice-presidente do PK.

    Angola substituirá em 2015 a China na presidência deste órgão de concertação, criado em Maio de 2000 a partir de um processo liderado pela África do Sul, que juntou mais 30 países produtores.

    Actualmente, o PK integra 75 países envolvidos na produção, exportação, importação e comércio de diamantes.

    O objectivo é evitar que os diamantes brutos, explorados ou comercializados por grupos armados sirvam para financiar conflitos armados para derrubar governos legítimos e, ao mesmo tempo, proteger a indústria legal de diamantes, importante no desenvolvimento económico e social de muitos países.

    Angola detém actualmente a presidência do Grupo de Trabalho de Produtores Artesanais e de Aluvião (WGAAP, no acrónimo em inglês).

    Assegurado o controlo de proveniência dos diamantes, o Processo Kimberley está agora sob escrutínio de organizações não-governamentais internacionais, as quais pretendem que a boa prática na prospecção diamantífera não seja feita à custa da violação dos direitos humanos.

    A este respeito, em declarações à Lusa também no final da cerimónia, o embaixador da China em Luanda, Gao Kexiang respondeu que o combate aos diamantes de sangue foi um esforço que envolveu todos os países.

    “Qualquer coisa tem de ser passo a passo. Mas esse primeiro passo, diamantes de sangue, já é um grande passo, mas com esforço, com trabalho de todos os países e a globalização internacional, qualquer trabalho neste sentido será muito fiscalizado pelo mundo inteiro”, disse. (sol.sapo.pt)

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