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    Angola quer “aliança estratégica” com Alemanha

    Angola pretende estabelecer uma “aliança estratégica” com a Alemanha, noticiou ontem a agência noticiosa angolana Angop, referindo-se à primeira reunião da comissão mista dos dois países, realizada quarta-feira em Berlim.

    O objectivo foi enunciado por Manuel Augusto, secretário de Estado angolano das Relações Exteriores, durante os trabalhos da comissão mista, em que a parte alemã foi representada pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Emily Haber.

    A reunião realizou-se no rescaldo das declarações proferidas há cerca de uma semana pelo presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, que criticou a opção angolana na política externa portuguesa.

    Num debate, Schulz criticou a visita-relâmpago que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, fez em Novembro de 2011 a Angola, na qual admitiu ir à procura de capital angolano para as privatizações em curso.

    Segundo a Angop, Manuel Augusto disse quarta-feira em Berlim ser possível “dar um conteúdo mais importante” às relações entre Angola e a Alemanha.

    Intervindo no acto constitutivo da Comissão Bilateral de Cooperação entre Angola e a Alemanha, o responsável angolano disse que é possível dar um conteúdo mais importante às relações entre os dois países “não só no quadro bilateral e multilateral, mas também na apreciação e resolução dos problemas globais que afectam a humanidade”.

    Segundo a Angop, o objectivo é “cimentar uma aliança estratégica com um parceiro estratégico para Angola”, tendo Manuel Augusto caracterizado as relações económicas entre os dois países, a partir de 2002, como um momento de relançamento da cooperação onde a base dessa relação consistiu sobretudo no comércio e investimentos.

    “Como país exportador, a Alemanha não pode deixar de lado o mercado angolano, que é actualmente, segundo sabemos, o terceiro parceiro comercial da Alemanha na África Saariana”, sublinhou Manuel Augusto, ao referir que as premissas em que assenta o mercado angolano se resumem no facto de ser uma das economias que mais cresce mundialmente e que busca investimentos para diversificar a actividade económica.

    Por seu turno, Emily Haber realçou o interesse do seu país em aprofundar as relações com Angola, “um país de autoridade política e estabilidade política com o qual se pode estabelecer um diálogo sério e profundo” sobre várias questões da actualidade, destacou a Angop.

    Fonte: Diário de Notícias

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