
O sector da indústria concentrou, até Julho de 2015, 176 do total de projectos aprovados, contra 148 da agricultura. A área de prestação de serviços destacou-se na terceira posição, com 55 projectos aprovados e financiados.
Cerca de 76,1 mil milhões Kz é quanto foi disponibilizado pelo programa Angola Investe, desde o seu lançamento em 2012 a Julho do ano em curso, para o financiamento de 419 projectos aprovados, segundo dados avançados pelo Ministério da Economia.
Os projectos financiados, avança o ministério, não representam grandes disparidades, quer em termos geográficos, quer em termos de sectores de actividade. Actualmente, existem projectos em 17 províncias do País, sendo Luanda a líder da lista, com um total de 197 aprovados, seguida por Benguela, com 53, e Cuanza Sul, com 27 apurados.
De acordo com o Ministério da Economia, o sector da indústria concentrou, até Julho de 2015, 176 do total de projectos aprovados, contra 148 da agricultura. A área de prestação de serviços destacou-se na terceira posição, com 55 projectos aprovados e financiados, seguida do sector de materiais de construção, com 32.
Os projectos, indica a fonte, permitiram a criação de 64.549 novos empregos para cidadãos nacionais e estrangeiros, ficando muito além da meta inicialmente estabelecida. Quando há três anos foi lançado, o programa Angola Investe previa a criação de 300 mil novos empregos e ajudar a reduzir a taxa de desemprego no País para 3,4%, até 2015.
Entretanto, recentemente, técnicos do Ministério da Economia e do Fundo de Garantia de Crédito deslocaram-se à província do Bengo, para avaliar os resultados dos projectos em curso na comuna das Mabubas, tendo-os considerado positivos. O presidente do Fundo de Garantia de Crédito, João Júlio Fernandes, apontou a empresa LN2, que actua no ramo da aquicultura, como “um exemplo a seguir”.
A firma existe há três anos e beneficiou de um financiamento no valor de 500 milhões Kz, do Banco de Poupança e Crédito (BPC), para a construção de um centro de criação e produção de peixe tilápia, vulgarmente conhecido como cacusso. Nélson Cardoso, administrador da empresa, afirmou que a sua instituição solicitou também ao Fundo de Garantia de Crédito a cobertura de 70% do valor do investimento, para a criação de um laboratório de produção e reprodução de alevinos, avaliado em 154,7 milhões Kz.
Pediu ainda empréstimos para a criação de um centro de engorda e crescimento de peixes, cujo estudo de viabilidade económica aponta para um valor de cerca de 154 milhões Kz, assim como um financiamento de 190 milhões Kz para a construção de uma fábrica de processamento de pescado.
Do valor solicitado, explicou, o banco disponibilizou apenas 250 milhões Kz (50%), sendo que o encargo restante deverá ser suportado com fundos próprios. Conforme fez saber, a cadeia produtiva prevê uma capacidade de 450 toneladas de peixe por ano em dois ciclos diferentes. Nesta primeira fase, a empresa, que garante emprego a 15 jovens locais, produz 30 toneladas de tilápia por mês, o que representa já mais de 50% da capacidade instalada. Com a actual produção, disse, a empresa espera obter uma facturação anual na ordem dos 316,8 milhões Kz, sendo que do segundo ao quinto ano prevê-se que a produção aumente para 432 toneladas de peixe, o que resultará numa facturação de 475,2 milhões Kz por ano. (expansao.ao)
Por: Celestino Andrade