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    Angola e Moçambique estão na liderança do crescimento mundial da última década

    Angola e Moçambique ocupam lugares cimeiros no crescimento económico mundial da última década, refere a revista norte-americana “Foreign Policy”.

    A publicação refere que Angola tem crescido devido ao petróleo e que Moçambique tem tido uma evolução mais diversificada.

    A revista, que cruzou dados do Banco Mundial e do Departamento norte-americano de Estado, colocou Angola em quarto lugar no grupo das economias que conseguiram duplicar o volume da economia na última década.
    Este grupo, liderado pela Guiné Equatorial, Azerbaijão e Turquemenistão, inclui economias “altamente dependentes das indústrias extractivas”, sublinha a revista.

    No caso de Angola, a produção petrolífera cresceu continuamente desde o final do conflito, em 2002, e as receitas expandiram-se, também, devido aos recordes do preço do petróleo a meio da década.

    No ano que hoje termina, a produção petrolífera deve atingir 1,65 milhões de barris e, referem as mais recentes previsões da Economist Intelligence Unit, vai crescer continuamente nos próximos anos de 1,88 milhões, em 2012, para 2,147 milhões, em 2016. As receitas da venda do petróleo permitiram tornar o país num grande estaleiro de reconstrução de estradas, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos e construção de habitações e novos estádios. A análise da Foreign Policy sublinha que oito das economias que duplicaram o seu volume são da África subsaariana, uma região “tradicionalmente menosprezada como água estagnada económica”.

    O PIB do continente é hoje 66 por cento mais elevado do que em 2000 e a população aumentou 28 por cento, pelo que, mesmo tendo em conta o crescimento demográfico, o rendimento médio na região é um terço maior do que há dez anos.

    Angola conseguiu alcançar um crescimento económico de dois dígitos praticamente na metade da década, com o recorde a ser atingido em 2007, quando os números do Banco Mundial indicavam um crescimento se 22,7 por cento.
    Apenas em 2001, Moçambique conseguiu crescer na casa dos dois dígitos (11,9 por cento), mas tem tido um crescimento mais constante entre 6 e 9 por cento.
    No caso deste país, o crescimento tem sido suportado por grandes projectos industriais, como a fundição de alumínio Mozal, nos arredores de Maputo, mas também pelos serviços, em particular o turismo, e construção, têm permitido manter uma base diversificada.
    Mais recentemente, têm-se multiplicado por Moçambique grandes projectos de extracção de minerais, como o carvão e ouro.
    Angola chegou a estar sob ameaça de recessão depois da crise económica e financeira de 2008, que fez descer os preços do petróleo nos mercados internacionais, enquanto Moçambique mostrou maior estabilidade. “Não há uma resposta única à questão do que está por trás do dinamismo económico do clube de economias que duplicaram a sua dimensão”, refere a Foreign Policy.
    Angola enquadra-se nas economias que beneficiaram da expansão da produção e preços dos produtos minerais, mas países como a China, Índia, Etiópia, Camboja, Arménia, Bielorrússia, Uganda, Vietname e Moçambique tiveram um percurso diferente.

    Fonte: Angop

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