Segunda-feira, Março 4, 2024
14.2 C
Lisboa
More

    Angola defende segunda volta das eleições na Guiné-Bissau

    Luanda exige a realização da segunda volta das Eleições Presidenciais e diz que a presença de militantes angolanos na Guiné-Bissau não foi a causa do golpe de Estado.

    Esta é, em linhas gerais, a posição do Governo angolano sobre a situação na Guiné-Bissau, manifestada esta quarta-feira, 2 de Maio, pelo secretário de Estado das Relações Exteriores aos jornalistas, no final de uma audiência com o Presidente da República de Cabo Verde.

    Rui Mangueira defendeu que o seu Governo subscreveu todas as posições das organizações internacionais que pediram o regresso à ordem constitucional.

    «O nosso princípio mantém-se, que o PAIGC deverá ser uma força considerada em todo este processo e deveremos então pensar que a realização da segunda volta das Eleições é um imperativo para a resolução da crise na Guiné-Bissau», referiu Rui Mangueira.

    Ao rejeitar que a presença de militares na Guiné-Bissau foi a causa do golpe de Estado, Rui Mangueira argumentou que «a MISSANG tem apenas 270 homens na Guiné-Bissau e jamais poderia ameaçar as estruturas militares daquele país».

    O governante angolano confirmou que a MISSANG deve retirar-se de Bissau nos próximos dias, como estipulou a CEDEAO, mas lembrou que aquela missão resultou de um acordo tripartido entre Angola, o Governo da Guiné-Bissau e a CEDEAO e que a urgência do processo de reestruturação exigia uma acção rápida.

    A realização da segunda volta das Eleições Presidenciais é um imperativo para a resolução da crise na Guiné-Bissau, considerou o secretário de Estado e das Relações Exteriores de Angola, Rui
    Mangueira, esta quarta-feira, 3 de Maio.

    O governante angolano, que falava aos jornalistas, integra uma delegação tripartida da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) encarregue de entregar ao Presidente da República cabo-verdiano uma carta sobre a eleição do próximo líder da União Africana do Presidente da SADC, José Eduardo dos Santos.

    Nem Rui Mangueira nem o ministro da Segurança do Estado da África do
    Sul, Slyabonga Cwele, nem o ministro dos Negócios Estrangeiros da
    Namíbila, Utoni Nujoma, que integraram a delegação, revelaram o teor da carta que terá pedido a Jorge Carlos Fonseca o apoio de Cabo Verde à candidatura da ministra do Interior da África do Sul, Nkozasana Dlamini Zuma, ao cargo de Presidente da União Africana.

    Na ocasião, Jorge Carlos Fonseca disse que o apoio de Cabo Verde depende de vários critérios, entre os quais a capacidade do curriculum e da liderança previsível da UA que deverá ser, a seu ver, lúcida, inteligente e forte.

    O Chefe de Estado cabo-verdiano afirmou, no entanto, ver com bons olhos a candidatura de Nkozasana Zuma mas mostrou que terá que trabalhar com muita sistematização, muita firmeza e lucidez por haver «muitos interesses em jogo nessa eleição».

    Em Dezembro de 2011 o Presidente da República recebeu o gabonês Jean Ping, que também concorre à liderança da União Africana.

    FONTE: Jornal Digital

    Publicidade

    spot_img

    POSTAR COMENTÁRIO

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

    - Publicidade -spot_img

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    TAAG promove Angola e destinos africanos na bolsa do turismo de Lisboa

    A TAAG-Linhas Aéreas de Angola participou de 28 de Fevereiro a três de corrente mês, na 4ª edição da...

    Artigos Relacionados

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
    • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
    • Radio Calema
    • Radio Calema