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    Angola assume hoje presidência rotativa dos reguladores das comunicações SADC

    Angola assume hoje a presidência da Associação dos Órgãos Reguladores das Comunicações da África Austral (CRASA, sigla inglesa), durante o encerramento da primeira assembleia-geral anual daquela organização regional, que começou ontem em Luanda.
    Durante dois dias, os participantes analisam o desenvolvimento da associação desde a sua criação, em 2011, depois da fusão das organizações que regulavam de forma específica os diferentes sectores no domínio das comunicações, como os transportes, telecomunicações, serviços postais e teledifusão.
    O novo corpo directivo da CRASA é eleito hoje, sendo ponto assente o facto de Angola assumir a presidência rotativa pelo período de um ano, apurou o Jornal de Angola.
    Ao discursar na abertura do encontro, o vice-ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação, Aristides Safeca, considerou a região da África Austral como “um exemplo” de crescimento económico, desenvolvimento e melhoria das condições sociais das populações, graças ao acesso às Tecnologias da Informação (TIC).
    “O aumento contínuo do acesso das nossas populações ao telemóvel, à banda larga fixa e móvel, aos serviços financeiros electrónicos, à telemedicina e tele-ensino têm sido um real contributo para a melhoria do conhecimento e da qualidade de vida das nossas populações”, afirmou. Depois da região ter vivido uma fase de desenvolvimento vertiginoso das comunicações electrónicas, o novo grande desafio é o da implantação da televisão digital terrestre, algo para o qual são requeridas “as melhores práticas e os melhores resultados alcançados”, salientou Aristides Safeca.
    O presidente em exercício da CRASA, Stephen Mincube, declarou que a aprovação da constituição adoptada pela associação vai permitir aos utentes dos serviços de comunicações da região estarem ligados ao mundo, através de padrões decentes e mais abrangentes.
    Quanto à implantação da televisão digital terrestre, considerou que, com a associação, os órgãos reguladores da região podem agora fazer a diferença, a exemplo de Moçambique, onde os serviços de telecomunicações já passaram por um processo de  harmonização.

    A CRASA resulta de um processo iniciado em 1997, com a fundação da TRASA, uma associação que apareceu ao abrigo do protocolo de transportes, comunicações e meteorologia da SADC. Uma posterior fusão com a SAPRA, que congregava os reguladores dos serviços postais, deu lugar, em 2011, à associação que se conhece nos dias de hoje e que tem como missão regular todo o sector das TIC, em resposta às novas condições de desenvolvimento dos Estados-membros da região.

    Neutralidade tecnológica

    O vice-ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação declarou aos participantes na Assembleia-geral da CRASA que Angola defende o princípio da neutralidade tecnológica (que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede).
    Aristides Safeca afirmou que, graças a esse princípio, “os angolanos em todo o território nacional acedem à internet móvel, de segunda e terceira geração”, e desde há uma semana, em Cabinda, à de quarta geração. “Aplicando o princípio da neutralidade em Angola, as infra-estruturas das TIC produzem serviços que têm sido um vector de desenvolvimento”, disse.

    Fonte: JA

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