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    Alunos boicotam aulas por falta de professores na Universidade dos Açores

    Reitoria da Universidade dos Açores (Foto: JN)
    Reitoria da Universidade dos Açores (Foto: JN)

    Os alunos do curso de Gestão do ‘campus’ de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores estão a boicotar as aulas desde terça-feira, em protesto contra a falta de contratação de professores.

    “Reivindicamos o direito às aulas na totalidade e com qualidade, isto é, aulas presenciais, a reorganização do calendário académico de modo a que, tendo em conta o facto de este ser um curso pós-laboral, com grande percentagem de trabalhadores-estudantes, estes não sejam prejudicados”, salientou, esta quinta-feira, numa conferência de imprensa, no ‘campus’ de Angra do Heroísmo, Ana Rocha, do intitulado Movimento Alunos de Gestão’.

    Este ano letivo arrancou apenas com os professores internos na Universidade dos Açores, por falta de verbas para a contratação dos professores convidados, o que levou alguns cursos a arrancarem apenas com parte das aulas.

    O reitor da academia açoriana garantiu que o problema estaria resolvido a 1 de outubro, depois de assegurada uma transferência de 1,2 milhões de euros do Governo da República, mas até à data o curso de Gestão, à semelhança de outros, ainda não tem o horário completo.

    Neste caso, os alunos têm apenas duas unidades curriculares, no primeiro ano, uma no segundo e duas no terceiro, o que levou a que algumas aulas da mesma cadeira fossem dadas em substituição das que faltam.

    Ana Rocha alegou, em declarações aos jornalistas, que esta solução não era “benéfica” para os alunos, que não se conseguiam concentrar nas aulas sem verem a questão resolvida.

    Por isso, os cerca de 200 estudantes do curso de Gestão não têm frequentado as aulas e alguns organizam vigílias nesse horário, sendo que na sexta-feira vão trocar a universidade pelo centro da cidade, para sensibilizarem a sociedade civil para o problema.

    Os alunos decidiram também “suspender o pagamento de propinas até que a situação esteja regularizada”.

    Ana Rocha adiantou que o pró-reitor do ‘campus’ de Angra do Heroísmo já lhes assegurou que havia autorização para contratar os docentes convidados, mas salientou que o movimento só termina os protestos quando as aulas voltarem à normalidade.

    “Enquanto não tivermos certezas não deixaremos de apoiar a nossa causa, uma vez que nos deram muitas certezas de que iria ficar resolvido e até hoje nunca ficou”, frisou, acrescentando que o departamento de Economia e Gestão deu até agosto “um contributo líquido de cerca de um milhão de euros para a Universidade dos Açores”.

    Segundo a porta-voz do movimento, esta é a segunda vez que os alunos se deparam com problemas deste género, uma vez que, no início do segundo semestre do ano letivo anterior, “os docentes tiveram de aceitar contratos que não correspondiam às horas efetivas de serviço e mesmo ministrar as disciplinas gratuitamente”.

    Para Ana Rocha, esta situação está a prejudicar a imagem da academia açoriana e já provocou a desistência de inscrições.

    “Muitos alunos que entraram este ano não se candidataram para a Universidade dos Açores, porque houve rumores, no início do ano, de que a universidade ia fechar”, salientou. (jn.pt)

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