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    Aldina da Lomba critica empresa

    O governo da província de Cabinda está agastado com o desempenho da empresa Aggreko, contratada para garantir a produção de energia eléctrica para abastecer a zona urbana da cidade e bairros periféricos, a partir da central térmica de Malongo.
    A vice-governadora de Cabinda, Aldina da Lomba, manifestou o desagrado do governo à imprensa, no termo de um encontro realizado no fim-de-semana com a administração da Empresa Nacional de Electricidade (ENE) e com os responsáveis da Aggreko e Isolux, face ao défice de energia eléctrica que se regista há mais de oito meses na cidade de Cabinda e bairros periféricos. Aldina da Lomba disse que não compreende como é que “uma empresa contratada para ajudar a resolver os problemas da luz eléctrica, nos venha aumentar os constrangimentos numa área cujos investimentos são extremamente onerosos e estão aquém das capacidades financeiras do governo da província”.
    Por ser um sector no qual os custos de investimentos são muito elevados, a governante disse que “o dossier energia eléctrica de Cabinda está a ser gerido pessoalmente pelo Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos”, através de um Programa de Emergência já estabelecido e em vigor.
    Aldina da Lomba não entrou em pormenores sobre o que estabelece o programa, mas o Jornal de Angola apurou que foi criada uma comissão multissectorial pelo Chefe do Executivo, destinada a resolver o problema da energia eléctrica na província. Esta comissão teve várias reuniões de trabalho com as autoridades locais, na tentativa de encontrar soluções duradouras para o problema da produção e fornecimento de energia eléctrica a Cabinda.
    Para Aldina da Lomba, as deficiências que se registam no fornecimento de energia eléctrica à cidade de Cabinda e sua periferia “desacreditam totalmente o governo da província e o governador Mawete João Baptista, que está sem palavras perante as queixas da população”. Disse, por exemplo, que a recente avaria que ocorreu na central térmica de Malongo, que deixou Cabinda totalmente às escuras durante três dias, deixou muitas pessoas insatisfeitas.
    O contrato de prestação de serviço que a Aggreko estabeleceu com as autoridades angolanas prevê uma produção de energia na ordem dos 25 megawatts, mas a empresa tem-se revelado incapaz de mater estáveis os níveis de produção acordados, oscilando entre 18 e 20 megawatts, alegadamente por envelhecimento das máquinas.
    As críticas da vice-governadora foram igualmente extensivas à empresa Isolux, encarregada da montagem de duas turbinas a gás, de 35 megawatts cada, na planície de Malongo, onde se projecta a construção da nova central térmica. Segundo afirmou, os constrangimentos que esta empresa tem estado a apresentar podem comprometer a evolução satisfatória das obras e a data da sua entrega, prevista para Dezembro próximo.
    No entender da governante, não foram acautelados alguns aspectos técnicos, no momento da concepção do projecto e da compra em França das turbinas.
    Apontou, concretamente, a introdução no sistema de alimentação das turbinas a gás de outro a gasóleo, modificação que o fabricante não previu, além das escavações na estrada para a canalização de gás do campo petrolífero do Malongo para a nova central térmica de Malembo.
    A governante afirmou que estes dois empecilhos foram criados pela empresa Isolux.

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

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