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    África debate fluxos financeiros ilícitos

    Foto AFP
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    Uma reunião de alto nível consagrada aos fluxos financeiros ilícitos a partir de África realiza-se hoje em Maputo, Moçambique, anunciou a Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA).

    O antigo Presidente sul-africano Thabo Mbeki, que preside ao avento, dirige um painel de alto nível composto por dez personalidades do continente africano. Mais de 60 delegados estão presentes na reunião regional que se segue a consultas similares organizadas no Quénia, Tunísia, Libéria, Nigéria, Zâmbia e RD Congo.

    A União Africana (UA) e a CEA criaram em Fevereiro de 2012 o painel de alto nível sobre os fluxos financeiros ilícitos em África, calculado em 50 mil milhões de dólares americanos anualmente.
    Os fluxos financeiros ilícitos são transacções comerciais não contabilizadas e documentadas, actividades criminosas caracterizadas por subfacturações dos preços e evasões fiscais e falsas declarações facilitadas por cerca de 60 de paraísos fiscais internacionais.

    Entidades secretas facilitam a criação e a operacionalização de milhões de empresas disfarçadas, de contas anónimas e de falsas fundações de caridade.
    Outras técnicas utilizadas compreendem o branqueamento de dinheiro, a transferência de preço e a corrupção. Embora os fluxos financeiros ilícitos sejam um problema global, o seu impacto no continente africano é maciço e constitui uma ameaça grave à governação de África e ao seu desenvolvimento económico.

    Cabo Verde 

    Cabo Verde é o país africano de língua oficial portuguesa mais competitivo, de acordo com a lista elaborada pelo Fórum Económico Mundial que é liderada pela Suíça, no geral, e pelas Ilhas Maurícias, em África.
    Cabo Verde manteve a posição do ano anterior e ficou classificado em 122º lugar numa lista de 148 países analisados pelo WEF para a elaboração do Índice de Competitividade Global (GCI) 2013-2014, que coloca Portugal em 51º lugar e o Brasil em 56º.

    Entre os três países de língua portuguesa africanos avaliados (Angola, Moçambique e Cabo Verde), o arquipélago regista a melhor posição, conseguindo até o primeiro ­lugar no que diz respeito ao indicador sobre a inflação, e estando na primeira metade da tabela em indicadores como o peso dos regulamentos governamentais, a confiança pública nos políticos e a corrupção e subornos.
    No que diz respeito a Angola, o relatório sublinha a perda de três posições relativamente ao relatório de 2011-2012, tendo Moçambique subido um lugar, de 138º para 137º.

    Fora do continente africano, Timor-Leste perdeu dois lugares face ao relatório anterior, ocupando o 138º lugar. Portugal voltou a perder lugares na lista mundial de competitividade de 2013-2014, caindo para o 51º lugar e numa tendência que se prolonga desde 2005, com excepção do ano de 2011.
    A Suíça continua a liderar a lista mundial de competitividade, seguida de Singapura, Finlândia, Alemanha – que sobe duas posições – e Estados Unidos. (jornaldeangola.com)

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