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    Acidentes de viação no Huambo fazem mais de três mil mortos em treze anos

    Angop

    Três mil e 436 pessoas morreram, na sequência de 13.567 acidentes de viação nas estradas da província do Huambo, entre 2006 a presente data, uma situação que está a preocupar seriamente as autoridades locais, tendo em conta o número de vítimas.

    Os dados foram divulgados hoje, sexta-feira, pelo porta-voz da comissão local de Viação e Ordenamento do Trânsito, inspector-chefe Paulo Chindele Cassinda, durante o lançamento da campanha quadrienal de prevenção rodoviária, orientada pela governadora local, Joana Lina.

    Explicou que os 3.436 mortos foram declarados nos locais dos sinistros, que provocaram ainda ferimentos graves e ligeiros a 12.759 outras pessoas, algumas das quais acabaram por morrer nas unidades sanitárias.

    O oficial da Polícia Nacional informou que os motociclos, principalmente os “vulgo Kupapatas”, tiveram maior envolvimento nos acidentes, que colocaram à província do Huambo na lista das cinco que mais sinistros registam no país, depois de Luanda, Cuanza Sul, Huíla, Benguela.

    Estes, segundo o inspector-chefe Paulo Chindele Cassinda, envolveram-se em sete mil e 248 acidentes, que provocaram a morte imediata de mil e 761 pessoas e ferimentos a outras oito mil e 43.

    Informou que, neste período, as autoridades registaram ainda 3.102 atropelamentos, com 723 mortos, e 2.947 feridos.

    Explicou que as faixas etárias dos cidadãos envolvidos nos 13.567 acidentes rodoviários vai de 15 a 40 anos de idade, com o envolvimento de 8.369 homens e cinco mil mulheres.

    Ainda de acordo com o oficial superior da Polícia Nacional, o município do Huambo, capital da província com o mesmo nome, é o que caso registou, com 5.071 acidentes, seguido da Caála, com mil e 833, do Bailundo, com mil e 745 e do Londuimbali, com 881 sinistros.

    Por sua vez, a governadora da província do Huambo, Joana Lina, disse ser uma situação bastante preocupante que deve merecer uma atenção especial de toda a sociedade, sobretudo por estar a ceifar vidas de homens e mulheres que deveriam estar a contribuir no crescimento económico-social da região.

    Por este facto, deixou um apelo à “população do Huambo, entre educadores e professores, pais e encarregados de educação, autoridades tradicionais, entidades religiosas, políticos, organizações da sociedade civil e cidadãos singulares” para uma maior consciencialização sobre o fenómeno.

    A decorrer durante os próximos quatro meses, campanha visa dar a conhecer aos motoristas e motoqueiros a importância do cumprimento das regas de trânsito, com a distribuição dos 16 mandamentos da cortesia ao volante e dos dez compromissos de combate à sinistralidade, acompanhados de t-shirts, bonés, guia para condutor e autocolantes para carros, com o slogan “Somos todos responsáveis”.

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