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    Novas fotografias revelam interior de um ícone espacial

    Os observatórios espaciais Herschel e XMM-Newton, e o telescópio terrestre Very Large Telescope produziram novas imagens dos Pilares da Criação. A paisagem espacial de gás e pó, situada na Nébula da Águia a 6500 anos-luz, na constelação da Serpente, que rendeu uma das fotografias mais icónicas da década de 1990, foi agora observada a novos comprimentos de onda, revelando estrelas jovens.

    As fotografias do telescópio espacial Hubble são tiradas na luz visível, ou seja dentro do comprimento de onda que os olhos humanos descodificam. Por isso, a fotografia de 1995 mostrava densos pilares escuros no meio de um céu azul brilhante, o pó e o gás tinham simplesmente tapado a luz. Quando os cientistas olharam para a imagem, especulavam que haveria uma formação de estrelas no meio dos pilares, que estes não deixavam ver.

    A Nébula da Águia guarda um agregado de estrelas jovens e quentes, chamado de NGC6611, que esculpe e ilumina a enorme quantidade de pó e gás que existe naquela região e que produziu aquelas formas particulares. O telescópio Herschel, o XMM-Newton, ambos da Agência Espacial Europeia, e o Very Large Telescope (VLT), no Chile, do Observatório Europeu do Sul, viram agora a região em outros comprimentos de onda.

    O Herschel consegue tirar fotografias na região distante dos infra-vermelhos, o VLT obtem imagens na região próxima dos infra-vermelhos e o XXM-Newton observa raios-X.

    O resultado do Newton permitiu ver jovens estrelas na região. As fotografias tiradas pelo VLT tornam os pilares quase invisíveis e mostram estrelas nas suas pontas, enquanto as tiradas pelo Herschel, voltam a revelar os pilares, mas agora com um brilho próprio, devido ao material ser muito frio.

    As cores das imagens do Herschel foram adicionadas, os tons azulados são de regiões mais quentes, e os avermelhados, de regiões mais frias. Todas as regiões estão a temperaturas abaixo dos 200º negativos.

    É graças à distância da nébula que as fotografias tiradas a partir da Terra ainda registam os pilares. Segundo os cientistas, é provável que uma das estrelas do agregado NGC6611 tenha explodido numa super-nova há 6000 anos, destruindo os pilares com a onda de choque.

    Mas a luz que chega até cá vem de um tempo em que a paisagem ainda existia. Os cientistas estimam que dentro de alguns milhares de anos, os telescópios da Terra vão deixar de ver os pilares.

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