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    Engenhos explosivos encontrados em lavras na Huíla

    Sete engenhos explosivos de diverso calibre foram encontrados pela população, em algumas lavras do sector do Mucuio, na comuna da Tchiquaqueia, no município da Cacula, província da Huíla, na semana finda, sem o registo de incidentes.

    Os meios bélicos foram entregues ao Centro Nacional de Desminagem (CND) da Huíla, pelo comando municipal da Polícia Nacional na circunscrição, que recebeu a denúncias de populares.

    Trata-se de três morteiros de 82 milímetros, um 60, uma bomba perfurante anti-tanque de 75 milímetros, uma granada do tipo F1, 290 munições de PKM e uma arma do tipo AKM em estado obsoleto.

    Em declarações hoje, domingo, à ANGOP, o porta-voz da CND na Huíla, Alberto Caio, fez saber que a identificação e consequente recolha dos engenhos explosivos foi fruto de constantes acções de sensibilização sobre os riscos de minas, levados a cabo, para se evitar acidentes com material de guerra, na sua maior parte soterrado.

    “As campanhas de sensibilização continuam, visto que é um pilar da desminagem e é através dela que esses meios que fizemos referência vão surgindo, pois a ideia é fazer com que a informação flua para todos os municípios”, elucidou.

    Destacou que a disseminação da informação sobre os riscos de minas, tem sido abrangente e, de certa forma, todos os municípios têm tido o privilégio, apesar de o CND precise prestar mais atenção aos municípios do leste, nomeadamente Chipindo, Cuvango, Jamba, que acolhem importantes palcos do teatro da guerra.

    Sublinhou que nos últimos tempos o município que mais tem solicitado a intervenção do CND é a Cacula, pois todas as semanas há a recepção de meios, felicitando nessa empreitada o Comando local da Polícia Nacional, que tem colaborado de forma “positiva” , fazendo com que o trabalho produza resultados.

    O Instituto Nacional de Desminagem (INAD), antes sob a égide do Ministério da Acção Social Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), passou agora a Centro Nacional de Desminagem (CND), ao abrigo do Decreto Presidencial 212/22 de 23 de Julho, Artigos 1º e 2º.

    Actualmente sob tutela do Ministério da Defesa, junta-se à Casa Militar da Presidência da República e as brigadas de desminagem das Forças Armadas Angolanas (FAA), formando assim o Centro Nacional de Desminagem, com três forças.

    O Centro Nacional de Desminagem, desde a sua existência na Huíla, em 2006, na altura INAD, já desminou 12 campos localizados nos municípios de Caconda, Caluquembe, Jamba, Cacula, Quipungo, Quilengues e Chicomba, incluindo o projecto da Fibra Ótica, nos troços Caconda/Lubango, Cutato/ Lubango e Lubango/ Chibia.

    Ao todo foram limpos 14 milhões 949 mil 29 metros quadrados, destes 715 km da área de Fibra Ótica e 15 km de bermas, tendo sido removidas três mil 886 minas, entre anti-pessoal e anti-tanque, 73 mil 955 explosivos não detonados e nove mil 248 munições. Actualmente, a província controla ainda 19 campos minados, nos municípios acima referenciados. BP/MS.

    FonteANGOP

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