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Preço do Brent desce com regresso do Irão

Receios com a queda da procura, aumento da produção dos EUA e da OPEP+ e possível regresso do Irão ao mercado podem pressionar os preços do petróleo. Nas bolsas, a melhoria dos dados do emprego e inflação nos EUA impulsionou as negociações.

O preço do petróleo Brent desceu mais de 10,6% em Julho. Esta tendência manteve-se na última semana, com uma descida de mais de 1% para 95,75 USD. Em Nova York, o barril do WTI também teve uma descida semanal de cerca de 0,69% para 90,03 USD. Os preços do crude têm sofrido pressões tanto do lado da procura quanto da oferta.

Por um lado, estão os receios em relação ao enfraquecimento do crescimento económico global devido ao rápido aumento das taxas de juros. Aliado a isto, está o facto da China continuar a enfrentar confinamentos para conter novos contágios da pandemia da Covid-19, contribuindo para a redução da procura global. Do lado da oferta, esperam-se aumentos na produção dos EUA e do programa de aumentos mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), numa altura em que existem novas rondas de negociações para reactivar os acordos nucleares de 2015 do Irão com um conjunto de países.

Um acordo resultaria num aumento da oferta de crude na ordem dos 1,5 milhões de barris por dia, o que aumentaria o excesso de oferta no mercado global, que, de acordo com dados da OPEP, no primeiro semestre deste ano, superava a procura em mais de 600 mil barris por dia. Outros factores de cariz geopolítico poderão aumentar a pressão descendente dos preços do petróleo.

Um acordo de paz no conflito russo-ucraniano permitiria à Rússia voltar a vender o seu petróleo sem grandes restrições. Segundo o consenso da Focus-Economics, que junta projeções de 47 instituições internacionais, o barril do Brent deverá encerrar este ano nos 106,1 USD e 94,2 USD em 2023. O banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs apresenta-se mais optimista, antevendo um preço médio de 119,9 USD este ano ao passo que o grupo bancário suíço Julius Baer Group AG, é o mais pessimista com uma previsão de 94 USD por barril.

Apesar das perdas do sector energético, as bolsas valorizaram, na generalidade, reagindo aos bons resultados das principais cotados no segundo trimestre. Nos EUA, os dados do emprego e da inflação melhoraram em Julho, algo visto pelos investidores com bons olhos.

No mês passado, a economia dos EUA criou 528 mil empregos em Julho, que implicou a redução da taxa de desemprego para 3,5%, após registar 3,6% no mês anterior. A taxa de inflação homóloga recuou de 9,1%, no mês de Junho, para 8,5% no mês de Julho.

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