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Nyusi centra prioridades no combate ao terrorismo e em ser a voz de África nas Nações Unidas

O Presidente moçambicano garantiu que os insurgentes que têm atacado Cabo Delgado desde Outubro de 2017 não dominam qualquer parte do território, mas alertou que o terrorismo é uma ameaça real à soberania do país e à paz e desenvolvimento da África Austral.

Ao discursar nas celebrações do 47º. aniversário da Independência Nacional, que se assinala neste sábado, 25, Filipe Nyusi, reiterou que “a independência do país só faz sentido se a paz prevalecer em todo território moçambicano”.

“Apesar do registo de focos de ataques, não existe actualmente nenhuma povoação ou sede de posto administrativo nas mãos dos terroristas, a província de Cabo Delgado está sob direcção das autoridades moçambicanas”, disse Nyusi, para quem “os terroristas procuram provocar mais terror e pavor nas populações e, através da mediatização, tentam lançar a mensagem de que estão organizados e revigorados”.

Apelo à “vigilância popular”

O Chefe de Estado reconheceu, no entanto, que “as ações terroristas que, antes de tudo sacrificam vidas de moçambicanos, constituem uma ameaça real à soberania e a independência nacional”.

“Comprometem não apenas o desempenho socioeconómico daquela região, mas também de todo o país”, destacou Filipe Nyusi, reiterando que os esforços das Forças de Defesa e Segurança, em coordenação com o Ruanda e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), têm estado a fechar o cerco aos rebeldes, que estão a fugir para a faixa sul da província de Cabo Delgado.

Na sua intervenção em Maputo, ele lamentou o envolvimento de alguns moçambicanos nas acções dos insurgentes, que, segundo Nyusi, “intensificam o recrutamento de jovens para ingressarem nas suas fileiras”.

“Reiteramos o nosso apelo à vigilância popular para desarticularmos a rede de informadores e logística dos terroristas”, pediu Filipe Nyusi.

A voz da África no Conselho de Segurança das Nações Unidas

O Presidente moçambicano também abordou a presença, a partir de Janeiro, do país no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que, para ele, “representa um ganho”, não só para o continente africano como também a nível mundial.

“Tendo como referência o diálogo como princípio basilar nas relações internacionais, Moçambique vai aliar este princípio à sua experiência como Estado pós-conflito, inserindo, em especial, a sua atenção na luta contra o terrorismo no quadro da agenda global”, disse Nyusi que, na lista das prioridades do seu Governo naquele órgão, afirmou que “promoveremos o uso das tecnologias para o empoderamento dos países e dedicaremos uma redobrada atenção às questões de género”.

O Presidente moçambicano advertiu que o país terá uma responsabilidade acrescida na “questão da resolução de conflitos a nível local, regional, continental e internacional” e reiterou que não será mais um membro, mas “procurará apoiar a cooperação reforçada entre as Nações Unidas e organizações regionais e subregionais, como a SADC e a União Africana, e será sob mandato destas que avançaremos com posições sobre questões africanas no Conselho de Segurança”.

O Chefe de Estado voltou a apelar aos moçambicanos para continuarem a aderir à vacinação contra a pandemia da covid-19 que, “ainda não acabou”.

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