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Eleições Gerais de 2022: Terminou prazo de entrega de candidaturas

O prazo para a apresentação de candidaturas às próximas eleições gerais, em Angola, termina este sábado às 23:59 horas locais (22:59 TMG) com oito propostas entregues ao Tribunal Constitucional.

O último dia ficou marcado pela entrega da candidatura do P-NJANGO (Partido Nacionalista para Justiça em Angola), fundado recentemente por Eduardo Jonatão “Dinho” Tchingunji”.

A entrega dos processos ao Tribunal Constitucional (TC) iniciou-se, a 06 de Junho corrente, três dias após a convocação das eleições pelo Presidente da República.

O P-NJANGO foi legalizado pelo Tribunal Constitucional, em finais de Maio deste ano, a poucos dias da convocação das eleições gerais, a 03 de Junho corrente.

Antigo ministro da Hotelaria e Turismo no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), formado em 1997, Dinho Tchingunji foi candidato à liderança da UNITA, em 2003, antes de abandonar este partido, em 2008.

Desta vez, o antigo quadro do principal partido da oposição aspira à Presidência da República na companhia de António Mateus Barros como Vice-Presidente.

Com a entrega da candidatura do seu novo partido, apoiada por mais de 14 mil cidadãos eleitores, completa-se a lista das oito formações políticas decididas a disputar o pleito eleitoral de 24 de Agosto próximo.

São no total 12 partidos políticos que pretendem concorrer, sendo sete candidaturas individuais e cinco agrupadas na coligação CASA-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral).

Dos 13 partidos legalmente constituídos no país e reconhecidos pelo Tribunal Constitucional, o Bloco Democrático (BD) é o único que não se candidatou, segundo o Gabinete dos Partidos Políticos do TC.

Os sete partidos que se candidataram individualmente e a coligação perfazem as oito formações políticas que esperam apuramento do TC para concorrer este ano.

O BD confirmou que não vai concorrer com sigla própria, nem coligada, em função de entendimentos alcançados com outras forças políticas “para a alternância do poder”.

Esclareceu que alguns membros seus integrarão a lista da UNITA resultante do espírito da plataforma Frente Patriótica Unida (FPU).

Nesse sentido, os 12 membros do BD que integram as listas da UNITA, incluindo o seu vice-presidente Justino Pinto de Andrade, “suspenderam, em conformidade com a lei, a sua militância no partido”, refere uma nota da sua Comissão Política.

Lista completa das candidaturas apresentadas

O P-NJANGO junta-se a partidos como MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e à coligação CASA-CE.

O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) é a força política do Presidente cessante, João Lourenço, candidato à sua própria sucessão na chefia do Estado.

A UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), antigo movimento rebelde convertido em principal partido da oposição, vai concorrer com o seu actual líder, Adalberto Costa Júnior, como candidato presidencial.

Por seu turno, a CASA-CE, terceira força política no Parlamento cessante, propôs o seu presidente, Manuel Fernandes, como candidato à Presidência da República.

O PRS (Partido de Renovação Social) ocupa o quarto lugar no Parlamento e pretende apresentar-se com Benedito Daniel, seu actual líder, como candidato às presidenciais.

Nimbi a Simbi e Quintino Moreira são respectivamente os candidatos presidenciais da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e da APN (Aliança Patriótica Nacional).

A FNLA detém a quinta posição no Parlamento cessante, ao passo que a APN é uma força política extraparlamentar à semelhança do partido de Dinho Tchingunji e do PHA (Partido Humanitário Angolano) de Florbela Malaquias.

Para estas eleições, que vão contar com a participação da diáspora, pela primeira vez, estão contabilizados mais de 14 milhões de eleitores dos quais 22.560 no estrangeiro.

O escrutínio anterior realizou-se, em 23 de Agosto de 2017, com a participação de seis forças políticas e 76,57 por cento dos cerca de 9,3 milhões de eleitores inscritos.

O MPLA venceu por maioria absoluta, com 61 por cento dos votos, à frente da UNITA com 26,67 por cento e da CASA-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral) com 9,44 por cento, num Parlamento de 220 lugares.

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