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Líderes da França, Alemanha, Itália e Romênia defendem candidatura ‘imediata’ da Ucrânia à UE

Os líderes da França, Alemanha, Itália e Romênia disseram nesta quinta-feira (16) que estão prontos para conceder à Ucrânia o status de candidato “imediato” para adesão à União Europeia (UE), e para apoiá-la militarmente “enquanto for necessário”, durante uma primeira visita conjunta a Kiev.

“Todos nós apoiamos o status de candidato imediato a membro [do bloco europeu]”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, após conversas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente romeno, Klaus Iohannis.

“Este status envolverá também a consideração da situação dos Bálcãs Ocidentais e da vizinhança, em particular a Moldávia”, acrescentou o líder francês, que detém a presidência rotativa da UE até 30 de junho.

Olaf Scholz também disse que esperava uma “decisão positiva” da União Europeia sobre a concessão do status de candidato à Ucrânia e à vizinha Moldávia. Será necessário “fazer tudo o que for necessário” para “encontrar uma unanimidade” dentro da UE para lançar estes procedimentos, acrescentou.

“Hoje, a mensagem mais importante de nossa visita é que a Itália quer a Ucrânia na União Europeia”, disse Mario Draghi. “Estamos em um ponto de inflexão em nossa história. O povo ucraniano está defendendo todos os dias os valores da democracia e da liberdade que são a base do projeto europeu, do nosso projeto. Não podemos arrastar nossos pés e atrasar este processo” de adesão, o que levará tempo, continuou ele.

O bloco deve decidir por unanimidade sobre esta questão na cúpula da UE nos dias 23 e 24 de junho. Entre os 27, os países do Leste Europeu apoiam o pedido, mas outros, como a Dinamarca e a Holanda, expressaram reservas.

O presidente Zelensky enfatizou que a União Europeia estava “à beira de decisões históricas”. “Os ucranianos já ganharam o direito (…) ao status de candidato” e estão “prontos para trabalhar” para que a Ucrânia se torne um “membro pleno da UE”, enfatizou.

Emmanuel Macron, no centro da imagem, ao lado do chefe do governo italiano, Mario Draghi (e), em Irpin, nos arredores de Kiev. AP – Ludovic Marin.
(DR)

Apoio “inequívoco”
Os líderes franceses e alemães, que chegaram a Kiev pela manhã, também se comprometeram a continuar seu apoio militar aos ucranianos. “Estamos ajudando a Ucrânia na entrega de armas, continuaremos a fazê-lo enquanto a Ucrânia precisar”, disse Scholz, que foi criticado por atrasar a entrega a Kiev.

Emmanuel Macron anunciou que a França entregaria “seis [canhões] César adicionais” à Ucrânia, armas autopropulsionadas conhecidas por sua precisão, das quais 12 já haviam sido entregues. Ele disse ainda que a França “está ao lado da Ucrânia desde o primeiro dia” e que os franceses estavam “ao lado dos ucranianos sem qualquer ambiguidade”, durante uma breve visita com seus homólogos europeus a Irpin, um subúrbio de Kiev devastado pela guerra.

O presidente francês tem sido fortemente criticado na Ucrânia nos últimos dias por dizer que a Rússia não deveria ser “humilhada” e por manter um diálogo regular com Vladimir Putin. “A decisão cabe ao presidente Macron, mas não tenho certeza se o presidente russo está pronto para ouvir alguma coisa”, disse Zelensky ao ser questionado sobre o assunto por um repórter. “Não se trata apenas de Emmanuel, acho que nenhum líder no mundo de hoje pode forçar individualmente a Rússia a parar a guerra”.

“Faça a Europa, não a guerra”
Durante sua visita a Irpin, os líderes da UE passearam pelas ruas, parando em frente aos edifícios destruídos pelos combates ou por um carro queimado, e fazendo perguntas a seu guia, o ministro ucraniano da Descentralização, Oleksiy Chernyshov.

Macron parou diante de um desenho em um muro com a mensagem “Faça a Europa, não uma guerra”. “Esta é a mensagem certa”, comentou ele. “É muito comovente ver isto”. “Nós reconstruiremos tudo”, prometeu Mario Draghi.

Antes de deixar Irpin, o presidente francês elogiou o “heroísmo” dos ucranianos, e falou das “marcas da barbárie”, “os primeiros vestígios do que são crimes de guerra”. O chanceler Scholz denunciou “a brutalidade da guerra da Rússia, que visa simplesmente a destruição e a conquista”.

Centenas de civis foram mortos nas cidades de Irpin, Bucha e Borodianka durante a ocupação russa da área em Março. Estão em andamento investigações internacionais para determinar quem foi responsável por estes crimes de guerra, que os ucranianos acusam as forças russas de cometer.

Enquanto se aguarda a decisão da UE, o chanceler alemão confirmou que Zelensky “aceitou (seu) convite” para participar da próxima cúpula do G7 na Baviera, de 26 a 28 de Junho, e depois da cúpula da OTAN, a ser realizada em Madri.

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