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Procura “explosiva” e infra-estruturas antigas condicionam voos domésticos da TAAG

O presidente da companhia aérea angolana salientou que a TAAG está ainda a regressar à normalidade e enfrenta problemas no segmento doméstico por várias razões, entre as quais a procura “explosiva”.

A procura “explosiva” e infra-estruturas antigas e desadequadas estão a dificultar a operação doméstica da transportadora angolana TAAG, admitiu esta quarta-feira (15.06) o presidente da companhia aérea, adiantando que estão em curso várias iniciativas para melhorar o serviço

O presidente executivo da TAAG, Eduardo Soria, respondia à Lusa sobre os incidentes que envolveram Abel Chivukuvuku numa viagem a partir de Cabinda, em que o político admitiu ter viajado sem cartão de embarque e questionou os lugares vazios no avião, lamentando a “desorganização” que prejudica “quase diariamente” inúmeros passageiros.

Sem se referir ao caso em concreto, Eduardo Soria salientou que a TAAG está ainda a regressar à normalidade e enfrenta problemas no segmento doméstico por várias razões, entre as quais a procura “explosiva”.

Longas filas na agência da TAAG em Cabinda (arquivo)
(DR)

Nova aeronave
Ainda esta semana, adiantou, deverá chegar uma outra aeronave para acrescentar à operação doméstica, o que mesmo assim não será suficiente para resolver todos os problemas, que passam também pelas infra-estruturas.

“Isso não depende de nós. Quando um mercado cresce – e parece que o mercado angolano doméstico está a crescer bastante – não se trata apenas de colocar mais aviões ou fazer mais voos, há também que adequar as instalações à procura”, afirmou o responsável da TAAG.

Para melhorar a capacidade de resposta à procura actual, a empresa está a trabalhar em conjunto com a Sociedade Gestora de Aeroportos (SGA) e a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), incluindo nas questões regulatórias, esperando-se melhorias até ao Natal.

“Isto vai levar algum tempo, esperamos que possa melhorar até ao Natal com uma série de iniciativas que estamos a desenvolver para oferecer melhor serviço em algumas áreas, outras estão limitadas por que as construções não se podem fazer de um dia para o outro”, avançou.

A TAAG acusou Abel Chivukuvuku de ter violado “medidas aeronáuticas” ao embarcar num voo sem o cartão de embarque
(DR)

Novo ‘website’ e melhorias
Eduardo Soria apontou Cabinda como um dos aeroportos com mais tráfego, com “instalações muito velhas” e que precisam de renovação.

“Neste processo a TAAG é apenas mais um cliente”, comentou.

Disse ainda que a companhia aérea angolana “tem conhecimento de que muitas coisas não funcionam como deviam estar a funcionar, por uma série de motivos” que a empresa está a tentar acautelar de várias formas.

Uma delas será através de um novo ‘website’, “totalmente seguro” e que poderá aliviar o ‘call center’ “que está totalmente saturado”.

“Há muitas chamadas e muitas acções que se deviam resolver simplesmente através do site”, sublinhou Eduardo Soria, revelando que o novo site vai permitir fazer transacções de voos TAAG operados com “todas as parcerias” que estão a ser preparadas.

“Actualmente, a da Ibéria (cujo voo inaugural se realiza a 27 de Junho) é a principal, mas não vai ser a última e aí os clientes poderão comprar e pagar em qualquer momento de forma segura e transparente”, declarou, indicando que serão incluídas “outras melhorias” na página da Internet que serão anunciadas nos próximos tempos.

A TAAG acusou, na terça-feira, Abel Chivukuvuku de ter violado “medidas aeronáuticas” ao embarcar num voo sem o cartão de embarque.

O político, ex-dirigente da UNITA e da coligação CASA-CE (oposição angolana), questionou a “desorganização” e a existência de lugares vazios no avião, sugerindo uma tentativa de o reter em Cabinda, onde participou num comício da UNITA, partido cujas listas deverá integrar para concorrer às eleições gerais marcadas para 24 de Agosto.

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