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A ingratidão da política – Paula Neto

Os restos mortais de Rui Galhardo partem hoje para serem enterrados em Portugal.

Do seu partido, a UNITA, partido em que serviu vários anos da sua vida e sempre a defendeu, não se ouviu nem se lê o mínimo comunicado que seja. Uma mini nota fúnebre ao menos, nada! Essa é a ingratidão da política.

Nos últimos anos da sua vida, Rui Galhardo era chamado de traidor, e muitos outros nomes da parte de militantes do partido ao qual dedicou a sua vida, apesar dele nunca ter traído a UNITA, do mesmo modo que ninguém diria que o Dr. Marcolino Moco ou o engenheiro Antônio Venâncio traíram o MPLA. Apenas discordaram, a dado momento, com as direções de seus respectivos partidos e fizeram críticas públicas. Ousaram criticar e desafiar as lideranças de seus partidos sem nunca colocarem em causa os ideias que defenderam nestes partidos e o respeito por eles e isso não devia eliminar uma longa ficha de serviço partidário.

O facto de não haver uma só nota fúnebre dedicada a ele, devia preocupar, por se tratar do partido (e do líder) que propõe uma alternância. A alternância em Angola não pode significar apenas “troca de partidos”, tem de significar principalmente, mudança de mentalidade. Alternância que não guarda rancor, ódio ou vingança no coração, alternância que não apenas fala de reconciliação; que faça reconciliação; não apenas fala de diálogo; que saiba ela mesma dialogar dentro da sua própria organização; alternância que tá falar, tá fazer; que seja uma alternância diferente do status quo actual e que seja melhor. Angola precisa urgentemente disso: de política sem rancor e sem hipocrisia. Esse é o tipo de política que vai unir os angolanos e mudar mentalidades.

O MPLA perde a cada dia a simpatia popular… mas isso por si só não legítima ninguém de ser O MELHOR. O melhor o é por atitudes próprias que combinem com aquilo que prega e é isso que lhe vai FAZER MERECER.

(Obs. Eu um dia como PR, a Tânia Campos e a Isabel Guedes iam se sentir bem a vontade a viver no país, e eu nem ia lhes ignorar se me criticassem ia mesmo ouvi-las, o facto de já terem me criticado ou continuarem a criticar até só ia fazer eu lhes ouvir mais e mudar lá onde fosse preciso. 😉😝 A nossa maior batalha é de mentalidade…)

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