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França tenta mediar situação na Ucrânia enquanto Estados Unidos continuam a temer invasão russa

Altos representantes da França, Alemanha, Ucrânia e Rússia encontram-se hoje em Paris para tentar acalmar os ânimos entre os dois países, numa altura em que os Estados Unidos continuam a temer uma invasão russa até meados de Fevereiro.

A tensão na Ucrânia está a preocupar os líderes europeus, com altos representantes da França, Alemanha, Ucrânia e Rússia – num diálogo apelidado formato da Normandia – a encontrarem-se hoje em Paris para tentar amenizar as relações entre russos e ucranianos.

Na capital francesa vão estar Dmitry Kozak, principal representante do Kremlin na Ucrânia, Andriy Yermak, chefe do gabinete do Presidente ucraniano, acompanhados por altas figuras dos Governos franceses e alemães.

Na terça-feira, em Berlim, Emmanuel Macron avisou que “haverá resposta e o custo será elevado em caso de invasão da Ucrânia”, enquanto hoje o chefe da diplomacia russa insistiu que recusa qualquer negociação com a União Europeia ou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) sobre a segurança do seu país.

Esta tentativa de dialogo acontece numa altura em que a Rússia encetou manobras militares que devem durar vários dias junto da fronteira com a Ucrânia. Referindo-se à presença destas tropas, o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros considerou que representam de facto uma ameaça mas que o contingente não é suficiente para lançar um ataque de envergadura contra o seu pais.

Entretanto, continua o impasse de a NATO não declinar oficialmente um alargamento à Ucrânia e à Geórgia, um movimento que preocupa os russos. Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, disse mesmo que é possível que os norte-americanos lancem sanções pessoais contra Vladimir Putin em caso de invasão.

Já esta quarta-feira, os Estados Unidos disseram que estimam que a Rússia possa utilizar a força militar até meados de Fevereiro. “Tudo indica que o Presidente russo vá utilizar a força militar a um certo momento”, disse hoje Wendy Sherman, vice-secretária de Estado norte-americana.

Vladimir Putin tem uma chamada telefónica agendada com Emmanuel Macron para sexta-feira, numa nova tentativa de encontrar um compromisso.

FonteRFI

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