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Luanda: Capital do País comemora 446 anos da sua fundação com inúmeros desafios

A capital angolana, Luanda, completou, nesta terça-feira, 446 anos de existência, marcados por histórias, memórias e acontecimentos que lhe conferiram, durante várias décadas, o estatuto de uma das cidades mais lindas e mais caras de África.

Nos dias que correm, o cenário parece ter mudado de figura, na medida em que, os seus habitantes reclamam da má qualidade dos serviços sociais básicos, dos enormes problemas de mobilidade que ainda enfrentam, bem como, dos mais variados crimes, entre eles, os homicídios que continuam a tirar o sono de uma boa parte dos cidadãos.

Ao celebrar mais um aniversário da sua fundação a cidade de Luanda conta com mais iluminação pública, a execução de dezenas de projectos no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e com a situação do lixo ainda por resolver, sendo que, nalguns pontos da cidade, como é o caso do Golfe 2, ainda é possível ver os munícipes a carretarem água em bidons de 20 litros e a dependerem das motorizadas de três rodas, vulgo Kupapatas, para conseguirem o precioso líquido, já que as ligações domiciliares ainda não contemplam todos os cidadãos.

Nestes 446, Luanda continua a debater-se com o registo de actos de vandalismo dos bens públicos e privados e um elevado número de famílias vulneráveis, como consequência da Covid-19, que deixou milhares de trabalhadores informais desempregados.

Uma panorâmica da cidade de Luanda.
(Tarcísio Vilela)

A cidade capital tem-se debatido com o aumento do custo de vida, que fez com que muitas famílias perdessem o poder de compra, e se agravassem as deficiências nos serviços sociais básicos e os índices de criminalidade, factores que afectam igualmente os outros municípios da província de Luanda.

No entanto, a execução dos projectos do PIIM, com a construção de escolas, centros e postos de saúde, reparação de estradas, melhoria no abastecimento de água potável e energia eléctrica, apontam para dias melhores quanto a oferta destes serviços.

A solução para centenas de famílias carentes e veneráveis na província de Luanda foi a atribuição de kits de serralharia, alvenaria, corte e costura, carrinhos de kitutes da terra, motas de três e duas rodas, para o fomento do auto-emprego no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate a Pobreza (PIDLCP).

Situada na costa oeste de África, Luanda é a capital de Angola e foi fundada a 25 de Janeiro de 1576 pelo explorador português Paulo Dias de Novais, sob o nome de “São Paulo da Assunção de Loanda”.

Um ano depois da sua fundação, o explorador português Paulo Dias de Novais lança a pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião, no lugar onde hoje é o Museu Central das Forças Armadas.

Só cerca de três décadas depois, com o aumento da população europeia e o consequente aumento de edificações, a vila passa a cidade.

Com um perfil extremamente cosmopolita, os habitantes de Luanda são, na sua maioria, membros dos grupos étnicos ambundos, congos e ovimbundos, existindo fracções relevantes de todas as origens étnicas angolanas. Existe uma população de origem europeia, constituída principalmente por portugueses,

Após a independência de Angola, em 1975, o município de Luanda foi extinto, dividindo-se o território da província, primeiro, em três municípios e, depois, em nove: Cazenga, Ingombota, Kilamba Kiaxi, Maianga, Rangel, Sambizanga, Samba, Viana e Cacuaco.

A um de Setembro de 2011, pela lei n.º 29/11, foi restaurado o município de Luanda, com 113 quilómetros quadrados, e perderam a categoria municipal a Ingombota, Maianga, Rangel, Sambizanga e Samba, passando a distritos.

Com uma população estimada em mais de dois milhões 194 mil 747 habitantes, a cidade de Luanda, cujo nome vem de Axiluandas, “os homens do mar” nativos da Ilha do Cabo, é o município com maior número de habitantes da República de Angola.

Luanda é o principal centro financeiro, comercial e económico de Angola, nela estão sediadas as principais empresas do país como a Endiama, Sonangol, Banco Nacional de Angola e a Bolsa de Dívida e Valores de Angola.

No campo industrial, Luanda tem a transformação como uma das principais actividades que inclui alimentos processados, bebidas, têxteis, cimento, materiais de construção, produtos plásticos e metais e também possui um excelente porto natural, de onde exporta principalmente diversos produtos.

Vale a pena mencionar, no entanto, a zona periférica que prolonga Luanda, muitos quilómetros para além da antiga cidade, como resultado de várias décadas de conflito armado, acolhendo centenas de milhares de angolanos que procuraram refúgio na capital.

Com uma extensão de 18.826 quilómetros quadrados, a província estendeu-se para zonas antes agrícolas, com o surgimento de novas zonas habitacionais como os Zangos (de um até cinco), Kilamba, Vida Pacífica, Sequele e Centralidade do km44, entre outras áreas residenciais que acolheram centenas de milhares de famílias que antes não tinham casa própria.

Quem vive ou visita Luanda, para se locomover tem como principal sistema de transporte os táxis, também chamados de candongueiros, pintados de azul e branco, que ligam as diversas zonas da cidade, usando como principais vias a Estrada Nacional 100, que liga ao norte do país, e a EN-230 (Deolinda Rodrigues), que a liga a Ndalatando, Malanje e Saurimo, entre outras.

Outro meio de transporte colocado à disposição dos luandenses são os comboios do Caminho de Ferro de Luanda (CFL), que saem da Estação dos Musseques, baixa de Luanda, para Viana e os comboios suburbanos que se destinam a Catete, Icolo e Bengo.

Luanda tem como cartão de visitas a Baía de Luanda, a antiga Avenida Marginal ou Avenida 4 de Fevereiro, com belas edificações, como o edifício do Banco Nacional de Angola, que ainda mantém o brasão de Portugal na fachada.

Os edifícios históricos coloniais, como o Governo Provincial, os museus das Forças Armadas, Antropologia, da Moeda, História Natural e o da Escravatura, onde se podem ver instrumentos de coerção e imobilização usados contra os escravos são, entre outros, locais que também servem de cartão postal.

Quem chega a Luanda devia fazer questão de visitar as ilhas de Luanda e do Mussulo, que na realidade, não se trata de uma ilha, mas de uma restinga acompanhada por diversas ilhotas, com belíssimas praias.

Outras atracções são o Miradouro da Lua, um local quase irreal, com falésias de diversas cores, a Praça do Artesanato, com objectos de madeira, bijuterias e belíssimos quadros, com as cores fortes típicas de África, e o parque da Kissama, com fauna e flora diversa.

Quem vive ou visita Luanda, para se locomover tem como principal sistema de transporte os táxis, também chamados de candongueiros, pintados de azul e branco, que ligam as diversas zonas da cidade, usando como principais vias a Estrada Nacional 100, que liga ao norte do país, e a EN-230 (Deolinda Rodrigues), que a liga a Ndalatando, Malanje e Saurimo, entre outras.

Outro meio de transporte colocado à disposição dos luandenses são os comboios do Caminho de Ferro de Luanda (CFL), que saem da Estação dos Musseques, baixa de Luanda, para Viana e os comboios suburbanos que se destinam a Catete, Icolo e Bengo.

Luanda tem como cartão de visitas a Baía de Luanda, a antiga Avenida Marginal ou Avenida 4 de Fevereiro, com belas edificações, como o edifício do Banco Nacional de Angola, que ainda mantém o brasão de Portugal na fachada.

Os edifícios históricos coloniais, como o Governo Provincial, os museus das Forças Armadas, Antropologia, da Moeda, História Natural e o da Escravatura, onde se podem ver instrumentos de coerção e imobilização usados contra os escravos são, entre outros, locais que também servem de cartão postal.

Quem chega a Luanda devia fazer questão de visitar as ilhas de Luanda e do Mussulo, que na realidade, não se trata de uma ilha, mas de uma restinga acompanhada por diversas ilhotas, com belíssimas praias.

Outras atracções são o Miradouro da Lua, um local quase irreal, com falésias de diversas cores, a Praça do Artesanato, com objectos de madeira, bijuterias e belíssimos quadros, com as cores fortes típicas de África, e o parque da Kissama, com fauna e flora diversa.

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