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Diversificação Económica: Esforços de Angola elogiados pelo Fundo Monetário Internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou, numa análise publicada na sua página, que a implementação de acções políticas para fomentar a diversificação económica é imperativo para alcançar um crescimento sustentável e inclusivo em Angola.

“As autoridades angolanas estão a ir na direcção certa, apesar de alguns esforços terem de ser intensificados e acelerados”, lê-se na nota, que exemplifica com o programa de privatizações para defender mais celeridade na implementação das reformas.

Para o FMI, na análise destacada pelos órgãos de comunicação social portugueses, entre os quais à Lusa, o jornal Expresso, O Observador e o Jornal de Negócios, apesar de o Prodesi estar a trabalhar na direção certa e a atacar alguns dos constrangimentos, os esforços de implementação deviam ser reforçados e a resposta política devia adotar uma abordagem holística para a construção de condições para melhorar o acesso ao crédito dado pelo sector privado.

Apesar do tom elogioso aos esforços do governo no cumprimento do programa e das reformas acordadas ao abrigo do acordo que permitiu o desembolso de 4,5 mil milhões de dólares nos últimos três anos, o FMI aponta que ainda há muito trabalho pela frente.

“As autoridade continuam a fortalecer a estabilidade macroeconómica, ao capitalizar os objectivos alcançados ao abrigo do programa de financiamento, mas é preciso que mais melhorias sejam alcançados na produtividade, em particular melhorando a infra-estrutura e o capital humano de Angola”, dizem os analistas, dando exemplos específicos do que devem as autoridades fazer.

A organização avança que a diversificação da economia de Angola, ainda muito dependente das receitas do petróleo, é a principal prioridade e determinante para garantir um crescimento económico sustentável e inclusivo.

“A economia de Angola é demasiado dependente no sector petrolífero, deixando a economia vulnerável a flutuações nos preços globais do petróleo. Isto engloba os sintomas da doença holandesa, que pode erodir a competitividade e atrasar o desenvolvimento de outros sectores”, lê-se na análise.

O FMI realça, no entanto, que o desenvolvimento dos sectores não petrolíferos é ainda mais crítico para alcançar um crescimento sustentável, tendo em conta as incertezas relativamente às perspetivas de longo prazo para a produção petrolífera local e as tendências mundiais rumo à neutralidade das emissões de carbono.

A análise à economia angolana foi feita poucos dias antes da aprovação da última tranche ao abrigo do programa de financiamento de 4,5 mil milhões de dólares, que terminou em Dezembro de 2021 e fornece informação de contexto, mais teórica, para os técnicos que avaliaram o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas do programa.

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