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Dom Belmiro Chissengueti afirma: “A homilia foi direcionada aos dirigentes angolanos e não ao Presidente da República”

A Igreja católica angolana pode estar num diferendo com o Estado, com o Estado, em função das declarações proferidas no início desta semana, por Dom Belmiro Chissengueti a repudiar os dirigentes angolanos. A homilia do bispo está a fazer bastante repercussão nas redes sociais e na sociedade angolana cujos contornos podem afectar directamente a relação entre a Igreja Católica e o Estado.

Num áudio de apenas dois minutos e 34 segundos, Dom Belmiro Chissengueti que também é Porta-voz da CEAST e Arcebispo da província de Cabinda chama atenção aos dirigentes angolanos na medida em que é necessário se fazer alguma contenção nos gastos das despesas durante as viagens internacionais numa altura que o País se debate com uma seca extrema e fome severa na região sul.

Dom Belmiro Cuica Chissengueti, nomeado pelo Papa Francisco como novo bispo da Diocese de Cabinda, garantiu à Camunda News que estas declarações não foram dirigidas ao Presidente da República, tão pouco a qualquer membro dirigente angolano em particular, como se tem aventado nas redes socias e nalguns meios de comunicação social.

Em relação a uma possível interdição das missas dominicais da Igreja Católica na TPA, situação que tem estado a ser ventilada tanto nas redes sociais como em vários círculos da sociedade angolana, o porta-voz da CEAST disse que não chegou qualquer informação oficial à Igreja Católica tendo ouvido o assunto também pela via comunicação social.

Ouvido à respeito o jornalista Fernando Guelengue afirmou que este é um assunto que deve ser acompanhado com bastante cautela na medida em que Dom Belmiro Chissengueti não aponta nomes e este é um acto que tem sido levado a cabo pelos dirigentes angolanos, tanto do partido no poder quanto da oposição.

Fernando Sakwayela, Coordenador do Projecto Agir referiu, por sua vez, que os assuntos levantados pelo bispo de Cabinda são factos reais e merecem alguma reflexão de forma desapaixonada.

Por sua vez, o jornalista Ismael Mateus, serviu-se da sua página do Facebook para afirmar que o bispo Belmiro Chissengueti é, no fundo, mais uma vítima da sociedade mediática que viriliza tudo o que possa soar a polémica.

“Na verdade as preocupações levantadas pelo bispo não são novas e deveriam ser preocupações de todos os cidadãos. Elas têm a ver com a vaidade, falta de humildade e ostentação que vemos todos os dias na nossa sociedade. As numéricas viagens que ele citou, os carros, os fios de ouro, as demonstrações de poder deveriam merecer a nossa reflexão, mas infelizmente, as redes sociais e a atenção da sociedade concentrou-se nos bytes, que eu acho que é parte menos interessante da sua intervenção”, explicou.

Na sua visão, a fulanizacão directa ou indirecta provoca esses danos colaterais em que os assuntos verdadeiramente importantes escapam ao debate que deveriam merecer.

“Não há dúvidas temos um sério problema com a vaidade nacional, com a falta de humildade e com essa necessidade de ostentar. É nisso que estou de acordo e mentalidade de pobre”.

Entretanto, segundo publicou o Club K, em Outubro do ano em curso, uma caravana Presidencial angolana integrada por um grupo de avanço que geralmente antecede as deslocações do Presidente da República ao exterior, chegou a efectar gastos de 140 mil euros ao escalar em Outubro deste ano, Lisboa com destino a Glasgow, na Escócia.

Os gastos surgiram semanas depois do Presidente da República, João Lourenço ter instruído a redução do pessoal que o acompanha nas viagens na sequência da conduta indecente protagonizada por alguns funcionários na sua deslocação a Madrid, Espanha tendo causado despesas no valor de 30 mil euros em bebidas retiradas do hotel.

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