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Economia Azul representa nova fronteira para desenvolvimento de África

Comissária da UA, Josefa Sacko, defendeu, hoje, em Windhoek ( Namibia), que a estratégia da economia azul deve funcionar em complementaridade com o Plano de Ação de Recuperação Verde (GRAP), que visa para reconciliar a recuperação econômica pós-COVID 19 e a sustentabilidade ambiental através da natureza oceânica.

A diplomata angolana tomou esta posição no workshop para o desenvolvimento do plano quinquenal da adopção da estratégia da economia azul, sublinhando tratar-se de um marco para a realização da “África que Queremos”, conforme contido no plano de desenvolvimento, Agenda 2063.

“O conceito de economia azul, portanto, abrange uma gama de actividades em setores estabelecidos, como Pescas e Alimentos azuis, Turismo e Transporte marítimo, bem como emergentes e setores da quarta revolução industrial (4IR), como Biotecnologia marinha, Robótica, Finanças do carbono azul e Energia renovável marinha e aquática”, frisou a.

Na ocasião, Josefa Sacko fez saber que dois terços de África são estados costeiros e insulares, com jurisdição sobre 13 milhões de quilômetros quadrados de território marinho, incluindo aproximadamente 6,5 milhões km quadrados de plataforma continental.

Como se isso não bastasse, disse, 65% do continente africano é coberto por uma rede de rios, lagos, aquíferos e outras fontes de água doce. “A economia azul busca proteger esses frágeis recursos aquáticos, ao mesmo tempo avança na sustentabilidade do desenvolvimento do sectores que dependem deles”, assegurou .

No entanto, reconhece que o continente não pode se beneficiar totalmente de seus recursos marinhos e aquáticos, pois, estes são ameaçados por múltiplas fontes antropogênicas, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição da fonte ao mar, bem como ameaças à segurança, pirataria, ilícitos comérciais, entre outros.

“Nossa capacidade de enfrentá-los, bem como de optimizar significativamente os diversos sectores da economia azul é prejudicada pela falta de dados, fracos quadros institucionais e coordenação, além de ainda existir uma grave lacuna de competências e falta de recursos financeiros”, desabafou a Comissária.

Lembrou que o continente se viu lutando para ter acesso as vacinas vitais, quando na verdade tem capacidade de produzir o seu próprio. Além disso, prosseguiu, África tem todos os ingredientes para estabelecer um setor de biotecnologia, e muitas soluções farmacêuticas podem ser encontradas nos seus mares e oceanos.

Com efeito, salientou que a pandemia da Covid-19 tornou urgente dar a devida atenção às mulheres, jovens, indígenas e comunidades vulneráveis ​​para garantir uma economia azul socialmente inclusiva, enquanto o continente mais jovem do mundo.

“Nossos jovens estão mais uma vez às voltas com uma crise econômica que reduziu severamente sua esperanças de oportunidades econômicas. Defende, por isso , ser a hora de encontrarmos soluções urgentes e inovadoras , soluções para a criação de empregos, apesar da crise econômica”, expressou.

A Comissária da União Africana adiantou, igualmente, que a terrível situação da juventude do continente africano torná-los suscetíveis às drogas e à radicalização, que representam uma ameaça à civilização de África.

Para concluir, referiu que o sector privado deve estar alinhado para levar avante a estratégia da economia azul, sendo fundamental, para se desbloquear o potencial do sector, incluindo investimentos em vários projetos.

FonteAngop

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