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Cartum acaba de viver a sua noite mais sangrenta desde o golpe de 25 de Outubro

As forças de segurança sudanesas dispersaram hoje com gás lacrimogéneo dezenas de pessoas que continuavam a manifestar contra o golpe militar do passado dia 25 de Outubro, poucas horas depois da noite mais sangrenta desde que o general Abdel Fattah al-Burhane afastou por completo os civis do poder no Sudão.

Só na noite desta quarta-feira a repressão das manifestações em Cartum provocou 15 mortos, fazendo ascender a 39 o número total de vítimas mortais, entre as quais cinco adolescentes, desde o golpe de 25 de Outubro, dia em que o general Abdel Fattah reassumiu sozinho o poder, dissolvendo os órgãos civis que tinham sido instalados no intuito de assegurar a transição rumo a eleições, depois da queda em 2019 do ex-presidente Omar el Beshir.

Esta manhã, alguns manifestantes continuavam ainda concentrados no norte da capital onde tinham erguido barricadas, mas acabaram por ser dispersos pelo exército que disparou granadas de gás lacrimogéneo contra eles.

Após três semanas de protestos, com a repressão do exército bem como cortes de telefone e de internet, a mobilização parece estar a diminuir. Observadores notam que ainda no passado dia 30 de Outubro os manifestantes contavam-se em dezenas de milhares, mas ontem eram alguns milhares. Esta quinta-feira um novo apelo à desobediência civil transmitido por SMS acabou por não encontrar eco e a circulação retomou normalmente nas ruas de Cartum.

A nível externo, também são poucas as reacções perante a chapa de chumbo que se abateu sobre o país, com a excepção da vice-secretária de Estado americana para os Assuntos Africanos, Molly Phee, que esta manhã condenou a “violência contra manifestantes pacíficos”, enquanto o togolês Clément Voule, relator da ONU para a liberdade de associação, lançou um apelo para que “a comunidade internacional exerça pressões sobre o Sudão para pôr fim à repressão”.

De referir que ainda ontem o chefe da diplomacia americana Antony Blinken, actualmente em digressão no continente africano, declarou que o país só voltaria a ter o apoio da comunidade internacional se a “legitimidade” do governo fosse restaurada.

FonteRFI

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