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Acordo de isenção de vistos entre Moçambique e Ruanda levanta temores em Maputo

Moçambique e o Ruanda vão assinar, ainda este mês, o acordo de supressão de vistos de entrada para os dois países, mas alguns analistas não vêm com bons olhos este entendimento, tendo em conta sobretudo a forma como o Governo ruandês lida com a questão dos direitos humanos.

O ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, justificou o acordo com a necessidade que o Governo tem de ajudar as empresas a internacionalizarem os seus negócios.

“Já conversámos com os nossos empresários para irem ao Ruanda ver as oportunidades que existem, e se tudo correr bem, ainda mês (Novembro), vai-se assinar o acordo de supressão de vistos para passaportes normais entre Moçambique e o Ruanda”, afirmou o governante.

Contudo, o secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José Manuel, diz que não vê com bons olhos o acordo de supressão de vistos, porque, “o Rwanda não é um país democrático”.

Manuel lembra que “Paul Kagame tem a cultura de perseguir os seus opositores políticos, e isso preocupa-nos bastante”.

Entretanto, o acordo foi saudado pelo presidente da Associação moçambicana de Comércio, Indústria e Serviços, Luís Magaço.

Numa leitura a este acordo, o historiador Francisco Timane afirma que “esta aproximação entre Maputo e Kigali e a participação do contingente militar ruandês no combate a terroristas em Cabo Delgado, trouxeram mais temores para a comunidade refugiada do Ruanda em Moçambique, sobretudo porque o regime de Paul Kagame nunca escondeu a sua apetência em perseguir opositores políticos refugiados em Moçambique”.

Por seu turno, o jornalista Fernando Mbanze, afirma que tendo em conta o facto de existirem, em Moçambique, muitas vozes que criticam a forma como as autoridades ruandesas lidam com questões que têm a ver com os direitos humanos, devia ter havido transparência nas negociações sobre este acordo.

Dados divulgados recentemente pela Associação dos Refugiados Ruandeses em Moçambique indicam que pelo menos cinco concidadãos foram selectivamente assassinados nos últimos quatro anos, por esquadrões da morte, que acreditam estar a mando do Governo do seu país.

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