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Chineses da CRBD ficam com novo Complexo Urbano da Marginal da Corimba em Luanda

Em 2019, o Presidente João Lourenço assegurava que o projecto iria prosseguir, fossem quais fossem os empreiteiros. Sabemos agora que são os chineses da China Road and Bridge Corporation (CRBD), empresa que está em Angola desde 2004, com mais de 130 projectos em todo o país.

De acordo com a AIPEX (Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações), a CRBC é “uma das maiores empresas estatais chinesas no mercado internacional, dedicando-se a empreitadas de construção de estradas, pontes, portos, túneis, infra-estruturas integradas, combinando com os negócios de investimento na indústria, comércio e serviços”, presentes em mais de 60 países e que está no mercado angolano desde 2004, onde conta com mais de 130 projectos e, entre eles, por exemplo, o Projecto do Novo Porto do Caio.

A assinatura do memorando de entendimento para a implantação do projecto será feita amanhã, dia 4 de Novembro, nas instalações da AIPEX, em Luanda.

Recorde-se que o projecto de reconversão e requalificação da Marginal da Corimba não é de hoje. Uma das primeiras acções do Presidente João Lourenço foi anular o contrato com a Urbinvest para as obras do Projecto da Marginal do Corimba.

A Urbinvest é (ou era) uma empresa ligada a Isabel dos Santos, a filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, que em parceria com a empresa holandesa Van Oord Dredging and Marine Contractors BV, tinha um projecto ambicioso para aquela zona do litoral de Luanda, estimado em 1,3 milhões de dólares e adjudicado em 2016 pelo então Presidente José Eduardo dos Santos.

Os valores que envolviam o projecto foram sempre um pouco díspares e a anulação do contrato suscitou o protesto de Isabel dos Santos. Falava-se que cerca de 300 milhões de dólares tinham sido já investido numa qualquer infra-estruturação da zona.

Na altura, o presidente João Lourenço explicou, “se houve uma anulação, razões de peso estiveram na base disso”, garantido, no entanto, que “a obra vai continuar não importando quem venham a ser os construtores”.

Também nessa altura, um estudo realizado pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola, em parceira com o Chr. Michelsen Institute (CMI), que analisou os processos de contratação de obras públicas entre os anos de 2010 e 2013, concluía que em Angola havia uma excessiva influência política e falta de transparência nas obras públicas.

A construção do projecto da Nova Marginal da Corimba deve abranger as áreas que estão sem qualquer aproveitamento e que não servem para a navegação, explicava, em Maio deste ano, o ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida.

Por agora, a zona alberga mais de 600 famílias que vivem sem água e energia na mais absoluta miséria, de tal forma que os bairros do Povoado e Cabo Ledo são também designados por “inferno”.

Nos próximos tempos teremos detalhes do projecto, um eventual parecer do Tribunal de Contas e, sobretudo, o que vai acontecer às centenas de pessoas que ali (sobre)vivem.

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