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BPI diz que BCE mantém pressão para sair do angolano BFA

O presidente executivo do BPI disse hoje que não diminuiu a pressão do Banco Central Europeu (BCE) para que o banco saia do angolano BFA, mas que não há novidades nessa matéria.

“Não diminuiu a pressão do supervisor europeu para diminuir a nossa posição”, afirmou João Pedro Oliveira e Costa, em Lisboa, na conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano.

O gestor acrescentou que, apesar de a participação do BPI no BFA se manter (48,1%), o banco tem “feito um grande trabalho de casa” relativamente ao Banco de Fomento de Angola (BFA), caso da distribuição significativa de dividendos no segundo trimestre com redução do peso do ativo BFA no BPI.

“Continuamos a fazer trabalho de casa, mas não temos informação em concreto, contamos continuar a beneficiar da boa gestão do BFA e dos contributos para os resultados do banco”, afirmou.

O BPI tem 48,1% do capital do BFA desde o início de 2017, quando vendeu 2% do banco angolano à operadora Unitel (então controlada por Isabel dos Santos) por imposição do BCE, pois este considera que a supervisão angolana não é equivalente à europeia.

Desde então mantém-se a recomendação de Frankfurt para o BPI reduzir a exposição a Angola.

O BPI é detido em 100% pelo grupo espanhol CaixaBank.

O banco divulgou hoje lucros de 242 milhões de euros até setembro, quase o triplo dos 86 milhões de euros do mesmo período de 2020.

O contributo do BFA para os lucros foi de 100 milhões de euros, o que inclui os 40 milhões de euros do dividendo de 2020 e 50 milhões de euros da distribuição de reservas reconhecidos em resultados, segundo o BPI.

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