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Morte de Mariano Nhongo não significa o fim da Junta Militar da Renamo, Ossufo Momade

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, alertou as bases do seu partido, na zona centro de Moçambique, para o facto de que a morte de Mariano Nhongo está longe de significar o fim da autoproclamada Junta Militar da Renamo.

Momade, que fez o alerta no fim-de-semana, defendeu a necessidade de um partido mais coeso.

Foi a primeira vez que ele se referiu à morte de Nhongo, cujo funeral se realizou em Nhamatanda, Sofala, sem a presença de quadros séniores da Renamo.

Nhongo, descrito como fiel ao falecido Afonso Dhlakama, era contra a liderança de Ossufo Momade e pedia a anulação dos seus actos.

Desmobilização

“Não posso fazer uma declaração para enganar o mundo dizendo que a Junta Militar desapareceu com a morte de Mariano Nhongo”, afirmou o líder da Renamo.

Momade apelou aos seguidores de Mariano Nhongo a aderirem ao processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

Ossufo Momade dirigiu este fim-de-semana, em Manica, a celebração dos 42 anos da morte, em combate, de André Matsangaissa, fundador da Renamo.

Diálogo

O acto teve lugar na terra-natal de Matsangaissa, e é visto, em alguns círculos de opinião, como um esforço de Ossufo Momade para ganhar simpatias das pessoas residentes nas zonas onde Mariano Nhongo tinha influência.

Na ocasião, Momade mobilizou as bases da Renamo em Manica para se prepararem, tendo em vista as eleições de 2023 e 2024 no país.

“Isso é importante, tendo em conta aquilo que são os objectivos da Renamo nas próximas eleições, mas mais importante ainda, é o diálogo que deve ser permanente dentro do Partido”, considera o sociólogo André Sixpence.

A necessidade de diálogo é defendida também pelo analista político, Dércio Alfazema, para quem a morte de Mariano Nhongo pode enfraquecer a Junta Militar.

“Mas ela (Junta Militar) constitui ainda uma ameaça à paz, sendo que é necessário continuar a investir na linha do diálogo para se encontrar uma solução definitiva,” diz Alfazema.

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