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Contrato com a Rio Tinto é de execução imediata

O contrato de investimento mineiro no quimberlito do Chiri (Lunda-Norte), assinado esta sexta-feira (8), em Lisboa, entre o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Endiama e a multinacional anglo-australiana Rio Tinto, começa a ser executado de forma imediata, com operações de prospecção que se prolongam por quatro anos.

A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior, que, ao falar à imprensa, confirmou as informações iniciais, que atribuem à sociedade um período de concessão de 35 anos, bem como participações de 75 por cento para a multinacional e de 25 por cento para a diamantífera estatal angolana.

Ganga Júnior realçou que a participação da Endiama decorre de investimentos de 14 milhões de dólares realizados na mina ao longo do tempo e empregues em trabalhos de perfuração, de investigação geológica e mineira que permitiram aferir que se trata, de facto, de um quimberlito mineralizado.

O contrato concede à diamantífera angolana a possibilidade de elevar a participação para 49 por cento, com o qual o capital da multinacional cai para 51 por cento, de acordo o líder da Endiama que disse que o projecto da companhia é o de “começar a trabalhar imediatamente”.

Nesse caso, a fase de prospecção de quatro anos na mina de 74,5 hectares, dá lugar a estudos de viabilidade técnico-económica para a obtenção da licença de exploração, com a implantação da mina a estar prevista para 2024.

Na ocasião, o presidente executivo da Rio Tinto, Kenneth Tainton, manifestou-se optimista quanto ao potencial do quimberlito, o que é dado especialmente pela localização, próxima de outras minas como Catoca e Luéli, mas sublinhou a importância da prospecção na aferição da viabilidade do projecto.

O representante da multinacional garantiu financiamentos para outros negócios diamantíferos e de outras matérias-primas, sem perder de vista a componente social junto das comunidades, para que a actividade se reflicta na melhoria das condições de vida das populações, por via da oferta de trabalho e outros projectos sociais.

14 milhões de quilates

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, reafirmou, depois da assinatura do contrato, projecções da elevação da produção diamantífera angolana para uma média de 14 milhões de quilates por ano, acima dos actuais nove milhões.

“Temos a intenção de, a breve trecho, atingir 14 milhões de quilates por ano na produção de diamantes e contamos, também, com esse projecto para esta meta”, referiu o ministro, realçando que “Angola sempre optou por trabalhar com as melhores empresas mineiras do mundo, razão pela qual se procurou pela Rio Tinto”.

Diamantino Azevedo sublinhou que os ganhos do projecto estão associados à agregação de valor aos diamantes e à criação de emprego para os jovens angolanos.

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