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“Terrível retrocesso”, critica organização sobre veto de Bolsonaro a distribuição gratuita de absorventes

Veto de Bolsonaro à distribuição de absorventes foi duramente criticado

O Coletivo Igualdade Menstrual se manifestou e classificou como um “terrível retrocesso”

Congresso pode derrubar a decisão do presidente

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a distribuição de absorventes íntimos de maneira gratuita foi criticada pelas organizações que lutam por direitos das mulheres, especialmente daquelas que estão em situação de vulnerabilidade social.

O Coletivo Igualdade Menstrual, por exemplo, se manifestou e classificou como um “terrível retrocesso” para o país. O grupo deu início nas redes sociais a uma campanha para pressionar os deputados e senadores a derrubarem o veto de Bolsonaro à iniciativa.

“Vamos mostrar a eles que o que não falta é interesse público em proporcionar dignidade, educação e saúde menstrual à população”, destacou o coletivo na postagem de protesto contra a decisão do presidente.

Em entrevista ao G1, a coordenadora do grupo, Andressa Carmo, ressaltou que milhares de mulheres acabam usando itens improvisados como sacolas e miolo de pão porque não podem comprar absorventes.

A proposta original surgiu na Câmara dos Deputados e havia sido aprovada também pelo Senado Federal em 14 de setembro. Em seguida, a medida foi para sanção do presidente. O texto previa que os absorventes poderiam ser distribuídos de graça para jovens de baixa renda em escolas públicas e para pessoas em situação de rua ou de extrema vulnerabilidade.

Apesar de Bolsonaro ter sancionado o projeto, levando à criação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, ele vetou o artigo 1º, que previa a distribuição de absorventes menstruais. Além disso, Bolsonaro negou a inclusão do item de higiene pessoal como parte das cestas básicas distribuídas pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O artigo 3º também foi vetado – nele era descrita a lista de beneficiárias, que incluía:

Estudante de baixa renda da rede pública de ensino

Mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social

Mulheres presidiárias ou apreendidas, que estão em unidades do sistema prisional

Mulheres internadas em unidades de cumprimento de medidas socioeducativas

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