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Exigência de documentos não previstos na Lei do registo eleitoral preocupa a UNITA

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que os funcionários que estão a trabalhar nos Balcões Únicos de Atendimento Público (BUAP), para actualização do registo eleitoral oficioso, estão a exigir aos cidadãos documentos não previstos pela Lei do registo oficioso, o que constitui grave irregularidade.

O líder do maior partido da oposição explicou que esses funcionários “estão a exigir facturas do consumo de água e energia eléctrica e declarações das comissões de moradores que a Lei não prevê”.

“Queremos que o Executivo mostre em que parte da Lei está dito que se pode actualizar o registo com a cópia daqueles documentos. Se houver algum decreto particular, é ilegal porque viola a Constituição da República”, acrescentou.

Adalberto Costa Júnior disse ainda, na quarta-feira, à margem de um encontro com o PRA-JA, de Abel Chivukuvuku, que lamenta não estar igualmente a ser acautelado que muitos estrangeiros poderão ter o Bilhete de identidade através do cartão de eleitor, muitos obtidos de forma ilegal, e, assim, poderem igualmente aceder ao cartão do munícipe que lhes vai permitir votar nos próximos actos eleitorais.

O presidente da UNITA exprimiu com “grande preocupação” as irregularidades que estão a ser cometidas pelos agentes eleitorais e desafiou os angolanos qualificados para votarem em 2022 a se registarem.

“Esperamos que as pessoas à frente deste processo do registo eleitoral oficioso respeitem a lei”, disse.

De acordo com o presidente da UNITA, a Lei eleitoral que regressou ao parlamento não garante transparência para as eleições gerais que terão lugar em 2022.

Disse esperar que nos congressos dos partidos políticos que terão lugar este ano, apontando para o Congresso do MPLA, em Dezembro, e onde se prevê que João Lourenço seja candidato único, a pluralidade seja um compromisso.

“A UNITA realizou o seu congresso com mais candidatos, o Bloco Democrático fez o mesmo e a FNLA aconteceu também. Esperamos que nos outros também aconteça a democracia”, acrescentou.

O líder do projecto político PRAJA-Servir Angola, Abel Chivukuvuku, disse, por seu lado, que a Frente Patriótica Unida, que vai ser formalizada a 05 de Outubro, e que deve ter Adalberto Costa Júnior como figura cimeira, é já uma realidade. “Chegou a hora de recuperar a esperança dos jovens que sonham ter uma vida digna. Chegou a hora da mudança”, acrescentou.

“Os angolanos podem ter confiança na UNITA e no seu líder, os angolanos devem ter confiança no Bloco Democrático e o no seu líder. Eu Abel Chivukuvuku não vos defraudarei”, disse, acrescentando que uma vez formalizada a Frente Patriótica Unida tem que ser estruturada para o sucesso nas eleições de 2022.

“Acabou o tempo de falar. Agora vamos trabalhar”, concluiu.

O presidente do Bloco Democrático (BD), Filomeno Viera Lopes, disse que a mudança em Angola é um imperativo nacional e exige compromisso e sacrifício de todos.

“Nós vamos mudar as regras de jogo. Vamos garantir a estabilidade deste País em vários domínios. O País tem um propósito e a felicidade é possível para todos”, concluiu.

Como vai surgir a “Frente” nos boletins de voto?

O Novo Jornal apurou que a Frente Patriótica Unida vai juntar nas fileiras da UNITA o Bloco Democrático e o projecto político PRA-JA Servir Angola.

Adalberto Costa Júnior foi escolhido para liderar esta lista, Chivukuvuku é apontado como número dois.

Abel Chivukuvuku, antigo dirigente da UNITA e ex-líder da CASA-CE, já tinha admitido apoiar outro candidato que não fosse ele para derrotar João Lourenço e o MPLA nas Presidenciais de 2022 se não conseguisse legalizar o seu PRA-JA Servir Angola.

Adalberto Costa Júnior tem vindo a afirmar o empenho do seu partido em liderar uma ampla frente democrática para materializar a alternância do poder político em Angola, e o Bloco Democrático, liderado por Filomeno Vieira Lopes, já tinha assumido o distanciamento daquele que tem sido o alinhamento da CASA-CE.

Desde Maio último que todos eles participam em reuniões, algumas “secretas” onde, segundo fontes do Novo Jornal, se trabalha na composição da futura lista dos candidatos a deputados, tendo em conta a Frente Patriótica Unida.

“Alguns nomes sonantes da sociedade civil, do Bloco Democrático e do projecto político PRA- JA irão ocupar os primeiros 20 lugares. Este assunto começou a ser discutido ontem em Maio ao ao mais alto nível da UNITA”.

“O político Abel Chivukuvuku é indicado como sendo o número dois da lista que terá como cabeça o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior.

Justino Pinto de Andrade, Filomeno Viera Lopes e Luís Nascimento terão lugares privilegiados na lista e todos vão concorrer pela UNITA apesar de pertencerem à Frente Patriótica Unida.

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