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Eni chocou com SONANGOL e saiu da refinaria do Lobito

Cépticos em relação à estratégia da petrolífera angolana para o projecto Sonaref, italianos pediam um «considerável» investimento público, que até chegou a ser anunciado, mas o Estado decidiu não mais ser o principal accionista. Obras preliminares e reformas do Presidente João Lourenço no «namoro» a investidores. Desfecho do concurso público conhecido já em Outubro.

Há dois meses na “derradeira” batalha por investidores para uma refinaria no Lobito, adiada desde 2006, a SONANGOL viu a sua congénere italiana, a Eni, abandonar o projecto devido a divergências financeiras motivadas por alterações na composição da estrutura societária, apurou o Novo Jornal na sequência do lançamento do concurso público internacional.

A petrolífera angolana, na altura com Carlos Saturnino na presidência do Conselho de Administração, tinha definido o Estado como sócio maioritário, mas a alteração, agora confirmada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, determinou o recuo dos italianos.

A Eni, uma multinacional presente em 70 países, exigia um “investimento público considerável”, independentemente das obras de apoio já construídas, como são o terminal marítimo, as estradas para cargas pesadas e a terraplanagem do espaço para o empreendimento.

Esta posição, como se percebe, leva já três anos, mas, segundo fonte da Eni – sucursal/Angola, continua actual, podendo funcionar como um indicador na perspectiva do desfecho do concurso internacional, que será conhecido dentro de um mês.

O ministro diz que será um investimento privado, sem muita participação do Estado angolano, algo que, de acordo com a fonte, é visto como insustentável na empresa italiana.

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