Radio Calema
InicioAngolaPolíticaPRS e Bloco Democrático juntam-se à UNITA na marcha de sábado

PRS e Bloco Democrático juntam-se à UNITA na marcha de sábado

Depois da Comissão Multissectorial para Prevenção e Combate à Covid-19 ter pedido a 30 de Junho, aos partidos políticos com assento parlamentar para mobilizarem os seus militantes no sentido de acatarem as medidas de prevenção à covid-19, este sábado, 11 de Setembro, este pedido pode cair em saco roto, quando a UNITA e o MPLA “medirem forças” em mega manifestações.

Diniz Kapapelo

A UNITA, CASA-CE, PRS e o Bloco Democrático juntaram-se essa sexta-feira para analisarem a decisão do Presidente da República em devolver a Lei de Alteração à Lei Orgânica Sobre as Eleições Gerais ao Parlamento para reapreciação e se expurgar dela “algumas matérias” que foram vistas pela oposição como um atentado ao Estado Democrático e de Direito, bem como a transparência do processo eleitoral.

Numa conferência de imprensa conjunta realizada na manhã desta sexta-feira, a UNITA, CASA-CE, PRS e o Bloco Democrático esperam ter, desta vez, um consenso no Parlamento sobre várias matérias que constam do diploma devolvido à Assembleia Nacional pelo Presidente da República para ser revista e, desta forma, garantir a verdade eleitoral.

Os partidos políticos na oposição, sublinharam que estão com total disponibilidade para conseguir estabelecer uma base de entendimento com o partido que sustenta o Governo, o MPLA, e acrescentaram que o posicionamento do Presidente João Lourenço é uma mensagem clara aos membros do seu partido que deve haver concordância ao se aprovar uma lei.

Por este facto, esperam que o MPLA, na Assembleia Nacional, mostre ter percebido o que o Presidente da República pretendeu dizer com esta decisão.

Relativamente a marcha desse sábado , convocada pela UNITA, os partidos da oposição, nomeadamente, o PRS e o Bloco Democrático, demonstraram total apoio em participar, pois identificam-se com a causa levantada pela UNITA, situação que não chegou a ser clarificada pela coligação CASA-CE.

Na sua opinião, embora o Presidente da República tenha vetado a lei aprovada na Assembleia Nacional, não há razões para a marcha não sair.

A concentração desta marcha está marcada para as 10:00 de amanhã, Sábado, no Cemitério da Santa Ana, e deverá seguir para o Largo 1º de Maio, em Luanda.

MPLA também entra na ‘briga’
Entretanto, o Portal de Angola sabe que o MPLA também organizou uma mega manifestação para amanhã, sábado, no mesmo horário e local.

Se do lado da UNITA a informação tinha sido avançada em primeira mão pelo secretário provincial do partido do ‘Galo Negro’ em Luanda, Manuel Nelito Ekukui que, na ocasião afirmou que os manifestantes vão até ao largo das escolas, “onde vamos exigir eleições justas e transparentes”, do lado do MPLA, o anúncio da manifestação, veio da voz de Bento Bento, 1º secretário do partido no poder em Luanda, que diz ter mobilizado a cidade capital para a realização de uma grande marcha.

Embora não tenha dito as razões nem o objectivo da referida marcha, os camaradas pretendem marchar no mesmo dia, hora e local marcado pelo partido dos ‘maninhos’.

MPLA e UNITA podem (mesmo) medir forças
Fazendo fé nas declarações públicas de dois altos dirigentes da UNITA e do MPLA, nomeadamente, Mihaela Webba e João Pinto, por sinal, deputados à Assembleia Nacional, Luanda será palco de um ambiente tenso no próximo sábado, com prováveis tumultos e confrontos à vista, já que, possivelmente as manifestações políticas serão realizadas em simultâneo e no mesmo local.

Refira-se que a Assembleia Nacional aprovou recentemente na globalidade a Lei de Alteração à Lei Orgânica das Eleições Gerais, com votos contra da oposição, que considerou o documento como “Lei da fraude eleitoral”, enquanto o MPLA enalteceu o diploma.

O projecto de Lei foi aprovado com 126 votos a favor, MPLA, 52 votos contra e uma abstenção da FNLA e a UNITA considerou tratar-se de uma lei que abre a porta à fraude eleitoral generalizada.

Depois da aprovação da Lei, os partidos da oposição com assento parlamentar, pediram ao Presidente da República, João Lourenço, para não promulgar o Projecto de Alteração da Lei Orgânica das Eleições Gerais.

A oposição argumentou que o diploma reduz os mecanismos de controlo da transparência, facilita o voto múltiplo e não garante o acesso igual dos concorrentes ao uso dos recursos públicos.

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.