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“Criar raízes em África” em vez de “Ir para África”: Empresas chinesas investiram 40 mil milhões de euros em 2020 em 12 países africanos, entre os quais Angola

A pandemia da Covid-19 atirou por terra o investimento directo estrangeiro em África, que caiu 16% em 2020, mas ainda assim a China continua a predominar, ostentando dois terços do total dos seus investimentos externos em 12 países do continente africano, – entre os quais Angola -, o que representa um aumento do investimento de 8%, em 2020, face a 2019, o que equivale a 2,5 mil milhões de euros, sendo que o número do total acumulado do investimento chinês no continente africano ascendeu a 40 mil milhões de euros.

Os dados são do Conselho Empresarial China-África, com sede em Pequim, que refere investimentos em países de rendimento médio, como a África do Sul e o Egipto, e outras nações ricas em matérias-primas, como a Nigéria, República do Congo ou a Zâmbia.

O organismo refere também investimentos “substanciais” na Etiópia, Quénia e Tanzânia.

Este aumento está em contraciclo com a tendência de queda global do investimento estrangeiro directo no continente africano, segundo as Nações Unidas, que emanou um relatório que salienta uma queda de 16% do investimento global em África em 2020.

As empresas privadas do gigante asiático têm mantido a dianteira. Dados divulgados pelo Ministério do Comércio da China, são as empresas privadas as responsáveis por cerca de 70% dos investimentos do país em África.

O presidente do Conselho Empresarial China-África, Wang Licheng destaca que “apesar da ameaça da pandemia da Covid-19, a desaceleração económica, o encerramento das fronteiras e a questão da dívida africana, as empresas chinesas mantiveram a vontade de investir”.

O Ministério do Comércio da China dá conta de um conjunto de investimentos de empresas estatais chinesas que estão envolvidas na construção de portos, autoestradas, barragens e aeroportos, para além de obras em sectores tradicionais e mineração.

Para além dos valores relacionados com os investimentos está também a mudar o espírito com que a China olha para o continente, a ver pelas declarações recentes de Wu Peng, chefe do Departamento para os Assuntos Africanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, que afirmou que as empresas chinesas estão a fazer a transição do modelo “ir para África” para um de “criar raízes em África”.

Em 2019, o comércio China-África ultrapassou os 170 mil milhões de euros, mas em 2020, ano da pandemia, caiu para cerca de 150 mil milhões.

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