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EUA condicionam legitimidade do governo talibã

Os Estados Unidos da América declararam oficialmente a sua saída militar do Afeganistão, na noite desta segunda-feira, 30 de Agosto.

Cerca de 20 anos depois, este momento marca o fim da guerra mais longa dos Estados Unidos da América. O confronto começou logo após os ataques terroristas às torres gémeas a 11 de Setembro de 2001.

O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, realça o facto de após a saída das tropas do seu país do Afeganistão, um novo capítulo com esse país asiático ter agora sido aberto.

“Começou agora um novo capítulo das relações americanas com o Afeganistão. Um desejo que pretendemos implementar graças à nossa diplomacia. A missão militar terminou. Começou uma nova missão diplomática”, começou por dizer Anthony Blinken.

O secretário de Estado revelou ainda como será esta ‘nova’ relação com os talibã: “Doravante qualquer contacto com o governo talibã em Cabul será ditado exclusivamente por uma condição: o nosso vital interesse nacional. Se pudermos trabalhar com o novo governo afegão de forma a proteger o nosso interesse nacional e de forma a trazer a estabilidade para o país e a região fá-lo-emos”.

“Mas não o faremos com base na confiança ou na fé em relação a eles.Todo e qualquer passo que dermos será efectuado não com base naquilo que o governo talibã diz, mas naquilo que ele faz. Os talibã precisam de legitimidade internacional e de apoio. A nossa mensagem é que qualquer legitimidade ou apoio terão que ser merecidos”, rematou o representante do governo.

Talibã celebram ‘vitória’
Com a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, o país ficou entregue às forças talibã a partir desta terça-feira, 31 de Agosto.

Em Cabul, os insurgentes celebraram esta vitória com tiros e aplausos e mostraram o seu contentamento através de uma publicação feita no Twitter.

“Os últimos soldados americanos saíram do aeroporto de Cabul e nosso país conseguiu a independência total”, disse Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo, nas redes sociais.

O porta-voz dos talibã defendeu ainda que esta é uma lição para o mundo: “O mundo deve ter aprendido a sua lição e este é o momento de apreciar a vitória”.

Numa outra entrevista à televisão estatal afegã, o líder dos talibã não descarta a hipótese de pedir ajuda ao Catar ou à Turquia para gerir as operações no aeroporto.

“A nossa equipa técnica irá verificar as necessidades técnicas e logísticas do aeroporto. Se formos capazes de resolver tudo por nós próprios, então não precisaremos de qualquer ajuda. Se houver necessidade de ajuda técnica ou logística para reparar a destruição, então poderemos pedir ajuda ao Catar ou à Turquia”, salientou o porta-voz dos Talibã.

Recorde-se que o aeroporto de Cabul foi palco de um ataque terrorista na passada quinta-feira, 26 de agosto, reivindicado pelo Estado Islâmico Khorasan, que matou pelo menos 169 pessoas e feriu mais de duas centenas.

FonteRFI

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