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Renan diz que integrantes do gabinete paralelo serão acusados de crime comum

Relator da CPI da Covid anunciou que parecer sobre as investigações da comissão será conclusivo. Senador descartou pedir a continuidade do inquérito por outros órgãos investigativos

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse nesta quinta-feira (19/8) que o seu parecer sobre as investigações do colegiado vai acusar de crime comum os integrantes do chamado gabinete paralelo, que teria aconselhado o presidente Jair Bolsonaro na tomada de decisões contra a pandemia sem a anuência do Ministério da Saúde.

O gabinete seria formado por médicos que defendem a utilização de remédios comprovadamente ineficazes no tratamento contra o novo coronavírus, dentre eles hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina. Políticos e outros integrantes do governo de fora do Ministério da Saúde que defendiam que o presidente desconsiderasse medidas não-farmacológicas no enfrentamento à crise sanitária, como o uso de máscaras e o distanciamento social, também são suspeitos de fazer parte do grupo de aconselhamento.

“Pretendo, como relator, posso não aprovar nessa CPI, responsabilizar por crime comum todos os membros do gabinete paralelo, pela maldade que fizeram contra o Brasil ao prescrever remédios ineficazes, ao estabelecer prioridades para gasto orçamentário, para execução de gasto público criminosamente”, informou Calheiros durante a sessão do colegiado desta quinta-feira.

Relatório conclusivo
O relator comentou que ainda não tem pronto nem o relatório ou um esboço do seu parecer. Segundo ele, o texto será apresentado na segunda quinzena de setembro. Calheiros descartou a possibilidade de pedir que o inquérito continue em outras instituições investigativas após o término dos trabalhos da CPI. De acordo com o senador, seu relatório será conclusivo.

“O meu relatório não vai mandar para procuradoria investigar nada. Ele vai concluir a partir das investigações realizadas aqui e pedindo para que, no prazo que a lei das Comissões Parlamentares de Inquérito reserva, a Procuradoria-Geral da República mande processar, e não investigar novamente. Não é esse o meu estilo, o meu propósito”, afirmou Calheiros.

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