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Na ONU, Dia internacional lembra tráfico de escravos e sua abolição

Data, marcada todo 23 de Agosto, chama a atenção ainda para formas contemporâneas de escravidão, que vitimam mais de 40 milhões de pessoas; madrugada de 22 para 23 de Agosto de 1791 registou revolta de escravos em São Domingos, que corresponde actualmente ao território do Haiti e da República Dominicana.

As Nações Unidas comemoram neste 23 de Agosto o Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição.

A data lembra a revolta dos escravos em Santo Domingo, na madrugada de 22 para 23 de Agosto de 1791 que deu início aos movimentos de erradicação da escravatura pelo mundo e do tráfico transatlântico de seres humanos.

Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição
Unesco. Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição

Meninas e mulheres

São Domingos equivale hoje aos territórios do Haiti e da República Dominicana juntos. Neste Dia Internacional, a ONU alerta ainda para formas contemporâneas de escravidão.

Numa mensagem, no ano passado, o secretário-geral António Guterres, lembrou que mais de 40 milhões de pessoas seguem sendo vítimas desse crime. E 71% deste total são meninas e mulheres.

Trabalhos forçados, trabalho infantil, servidão doméstica, casamentos forçados, jugos por dívida e tráfico de pessoas são algumas formas de escravidão moderna. Para Guterres, nenhuma delas pode ser aceita em pleno século 21.

Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay
DireCtora-geral da Unesco, Audrey Azoulay (Foto: ONU/Manuel Elias)

Consequências

A organização lembra que a tragédia da escravatura deve oferecer uma oportunidade a todos de refletirem sobre as causas históricas, os métodos e consequências para as vítimas.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, pediu a governos em todo o mundo para organizarem eventos que incluam toda a população numa grande aula de história com debates especialmente entre jovens, artistas e intelectuais.

Ela afirma que nesse dia, a Unesco presta tributo à memória de homens e mulheres, que se revoltaram em Santo Domingo, abrindo caminho para o fim da escravidão e de uma prática desumana.

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