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Beirute à espera de justiça um ano depois da explosão no porto

Um ano depois da explosão que destruiu o porto de Beirute e fez mais de 200 mortos, os libaneses aguardam por justiça. A crise económica e política intensificou-se, muitos negócios fecharam, a moeda continuou a desvalorizar, há cada vez menos poder de compra e um limitado acesso a medicamentos, combustível e electricidade.

Esta quarta-feira, os libaneses relembram a explosão no porto de Beirute, ocorrida há um ano e que destruiu grande parte da capital, causando mais de 200 mortos, milhares de feridos e deixando mais de 300 mil pessoas sem casa.

O primeiro aniversário da explosão ilustra, ainda mais, o descontentamento colectivo dos libaneses contra a classe política, liderada pelo Presidente Michel Aoun que, até hoje, não conseguiu formar um novo governo, mesmo depois da recente nomeação do novo primeiro-ministro Najib Mikati.

As famílias das vítimas têm exigido uma investigação isenta relativamente à explosão no porto e a condenação dos culpados, mas até agora sem sucesso.

Desde a explosão de 4 de Agosto de 2020, tem havido esforços colectivos dos habitantes e de ONGs nacionais e internacionais para reabilitar os espaços danificados e ajudar os sobreviventes a lidar com uma realidade devastadora. A cidade ergue-se lentamente e com claras dificuldades. Muitos negócios fecharam permanentemente e muitos libaneses saíram do país.

Durante o último ano, o povo libanês tem sofrido com a contínua desvalorização da moeda nacional, com uma inflação galopante e com a perda de poder de compra. Além disso, sofrem com a escassez de medicamentos, um fenómeno que tem levado vários expatriados a trazerem remédios para familiares e amigos na bagagem quando visitam o Líbano. Há, ainda, cada vez menos acesso a combustível, cujo preço também disparou, e à electricidade, com as casas a terem, em média, duas a quatro horas de luz por dia.

FonteRFI

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