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Chissano sugere que Governo dialogue com terroristas em Cabo Delgado

Antigo Presidente lembra que “certos tipos de terrorismo” acabaram através de negociações. Joaquim Chissano sugere que se estude as causas da violência armada para resolver a crise militar e social na província.

Antigo Presidente sugere que se estude as causas da violência armada em Cabo Delgado para resolver a crise militar e social que se vive na província.

Antigo Presidente de Moçambique lembra que “certos tipos de terrorismo” acabaram através de negociações. Joaquim Chissano defendeu que se estude as causas da violência armada em Cabo Delgado para resolver a crise militar e social que se vive na província.

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano apelou ao Governo para considerar a possibilidade de diálogo com os grupos armados que atuam em Cabo Delgado, assinalando que há “certos tipos de terrorismo” que acabaram através de negociações.

“Pode ser que apareça um líder desse grupo que nos ofereça a oportunidade de um diálogo que conduza ao fim” da violência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique. Chissano falava em entrevista à emissora pública Rádio Moçambique, cujos excertos começaram a ser divulgados esta quarta-feira (04.08).

Conflito gerou grave crise humanitária em Cabo Delgado
(DR)

“Não apresentam rostos”
O antigo chefe de Estado salientou que há casos no mundo em que o extremismo foi convencido a negociar e a acabar com a violência. Chissano defendeu que devem ser estudadas as causas da violência armada em Cabo Delgado, como forma de resolução da crise militar e social que se vive na província.

Joaquim Chissano foi Presidente de Moçambique entre 1986 e 2005, tendo sido no seu mandato que terminou a guerra civil de 16 anos, através de negociações com a antiga guerrilha da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

O atual Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tem manifestado disponibilidade para negociar com os grupos armados que aterrorizam Cabo Delgado há mais de três anos, mas tem-se queixado de os insurgentes não apresentarem “rostos” que permitam um diálogo.

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