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Taxas e comissões elevadas: Já é mais barato comprar divisas no informal que na banca comercial

Se até há pouco tempo os clientes bancários recorriam ao mercado informal para garantir acesso a moeda estrangeira, já que uma transferência bancária para o exterior demorava vários meses a concretizar, agora fazem-no porque já é mais barato comprar dólares ou euros nas ruas do que banca.

E a “culpa” é das taxas e comissões que os bancos comerciais cobram para a concretização destas transferências, conforme constatou o Expansão com base em recibos de clientes de transferências já realizadas no mês de Julho.

Por exemplo, numa transferência de 1.500 euros realizada a 12 de Julho por um banco de média dimensão, cada euro transferido ficou a 833,5 Kz (inclui taxas e comissões), quando nas ruas de Luanda estava a ser vendido a 815 Kz. Como no mercado formal cada euro valia 762,0 Kz, significa que cada euro no banco custou 9,38% a mais que o valor da taxa de câmbio diária, enquanto nas ruas de Luanda custou 6,95% a mais. Contas feitas, cada euro ficou 18,5 Kz mais barato no mercado informal do que no formal.

Assim, comprar moeda estrangeira no mercado informal já fica mais barato que recorrer a transferências bancárias para o exterior do país, depois de a moeda nacional ter valorizado 16% face ao dólar e 13% face ao euro desde o início do ano no mercado paralelo.

O custo que os clientes pagam de comissões e taxas varia consoante os bancos e o volume de euros que pretenda transferir, numa lógica em que quanto mais transferir mais barato vai ficar. Só que a desvalorização cambial iniciada em 2018 acabou por fazer diminuir as possibilidades e necessidades que os clientes bancários têm. Ou seja, se antes um cliente conseguia enviar, por exemplo, 2.000 euros por mês para o exterior do país, hoje já só conseguirá enviar metade desse valor.

 

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