InicioDestaquesCPLP precisa de alargar para o campo económico, dizem analistas angolanos

CPLP precisa de alargar para o campo económico, dizem analistas angolanos

A Comunidade de Países de Língua oficial Portuguesa (CPLP) continua a ser “um projecto político” em que não há de momento uma “actuação conjunta, um funcionamento comum com posições comuns”, disse o economista Carlos Rosado de Carvalho.

“É uma comunidade que como património comum tem a língua mas do ponto de vista económico não tem trazido grandes coisas”, afirmou o economista angolano para quem o facto de Portugal ser um dos maiores parceiros económicos de Angola se deve aos laços históricos e não à CPLP em si.

“Do ponto de vista económico não vejo grandes vantagens e grandes integrações”, acrescentou.

Carlos Rosado de Carvalho disse ainda que “em qualquer espaço de integração tem que haver liberdade de movimento de pessoas, de mercadorias, de serviços e de capitais”.

“O grande cavalo de batalha é a livre movimentação de pessoas e é isso que encalha em compromissos que os diferentes países têm dentro das suas organizações regionais e talvez o mais importante seja Portugal”, afirmou am referência a Portugal ser membro da União Europeia.

Por seu lado, o analista de Relações Internacionais Bernardino Neto disse que a CPLP “funciona na base da concertação político-diplomática onde revela grandes ganhos”, notando a este propósito a cooperação na independência de Timor Leste e a eleição do secretário geral das Nações Unidas António Guterres.

“A organização precisa de facto de dar um pulo para falar da economia”, afirmou, acrescentando que o grande desafio é elevar a cooperação para a questão económica.

“Este é o grande desafio”, concluiu.

Já o director do Novo Jornal, Armindo Laureano, considerou que a CPLP precisa de ser uma organização na qual os povos dos respectivos tenham interesse e sintam que dela beneficiam afirmando que para isso se deve apoiar a livre movimentação para que empresários se possam deslocar sem entraves burocráticos.

“Tem que deixar de ser uma comunidade países para ser uma comunidade dos povos”, afirmou.

FonteVoA

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